“POLICIA FEDERAL indicia dono de imobiliária” esta é a manchete do Jornal Estado de Minas desta sexta-feira (05)

Publicado por: suporte

O Estado de Minas continua afirmando que o dono da Adimóveis, o empresário Deusdete Fernandes Campos, de 76 anos, foi indiciado ontem (04) pela Policia Federal por crime contra o sistema financeiro nacional. Também a filha dele, Camila Fernandes Campos, que atua há cinco anos como administradora da empresa foi indiciado pelo mesmo crime. Pai e filha, dirigiram-se a sede da Policia Federal em Belo Horizonte para prestar um primeiro depoimento no inquérito da PF, aberto em setembro do ano passado, mas foram surpreendidos pela decisão do delegado Renato Sarkis que investiga o caso

A reportagem da matéria da jornalista Sandra Kiefer, explica que Deusdete foi enquadrado no artigo 16 da Lei 4.728/65, de mercado de capitais, acusado de usar a imobiliária para operar irregularmente como clube de investimentos em ações, aculumando dividas que podem chegar a R$ 70 milhões com 1.94 investidores de Divinópolis e de outras cidades da Região Centro-Oeste.

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Além do indiciamento, decidido depois de mais de duas horas de depoimento, o empresário já teve o sigilo pessoais bancários e fiscal quebrado – empresas registradas em nome dele e de parentes não foram incluídas.

A matéria segue. O próximo passo da Policia Federal será concluir o inquérito que apura a atuação da Adimóveis

O esquema relatado pelo Jornal Estado de Minas é o mesmo que o Divinews já vem relatando há mais de um ano. Vamos reescrever a versão do EM.

A jornalista continua, falando sobre o esquema. O suporto golpe financeiro da Adimóveis que desde 1990 não tem relação com a empresa de mesmo nome em Belo Horizonte, foi denunciado no mês passado. É o segundo esquema semelhante ao de pirâmide financeira a estourar este ano em Minas Gerais. Em julho o empresário Thales Maioline fugiu com R$ 86 milhões de 1,4 mil investidores mineiros que aplicavam na Firv Consultoria e Administração de Recursos Financeiros Ltda. Maioline foi comparado a Bernard Madoff, ex-investidor de Wall Street, condenado por esquema bilionário de pirâmide fraudulenta nos Estados Unidos.

E segue a matéria. Com 40 anos de tradição no mercado imobiliário de Divinópolis, a Adimóveis tornou-se também alvo de investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que apura denuncia de que a empresa passou a atuar como corretora de valores mobiliários sem licença para operar no mercado financeiro. Partes dos bens da empresa já estão bloqueadas nas cerca de 50 ações de execução ajuizada na Comarca de Divinópolis. Segundo levantamento das próprias vitimas, porem, o total dos bens estaria avaliado em menos de R$ 5 milhões com o agravante de que a maioria deles não estaria mais registrada em nome da Adimóveis

DEUSDETE ACUSA CREDORES

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Em outra parte da completa reportagem do Jornal Estado de Minas. com o título “Promessa de pagar dívidas”

Deusdete teria dito ao delegado “Doutor o senhor está na frente de um homem inocente”

Segundo o advogado da Adimóveis, a empresa oferecia apenas garantia dos aluguéis dos cerca de 5 mil imóveis que administrava, cobrindo a divida dos inadimplentes. E, com a crise mundial eles tiveram dificuldades em continuar adiantando os alugueis.

Então passou a tomar dinheiro emprestado dos próprios locatários (proprietários dos imóveis), em troca, emitia notas fiscais assinadas de próprio punho. O advogado afirmou “as pessoas acreditavam nele em função da credibilidade da Adimóveis”

“Deusdete já está pagando as dividas e vai pagar todo mundo”, garantiu o advogado. Continuou dizendo que Deusdete não reconhece a divida de R$ 70 milhões que as vitimas alegam, a dívida seria de apenas R$ 5 milhões e a empresa tem R$ 15 milhões a receber de inquilinos. Concluiu afirmando que não há provas de que o empresário usou dinheiro de terceiros para aplicar no mercado financeiro.

O proprietário da Adimóveis, Deusdete Fernandes Campos, não quis dar nenhuma declaração depois do depoimento ao delegado da PF, já a diretora Camila Campos, disse à jornalista do EM que a empresa enfrenta apenas um “dissabor” e “só pode continuar trabalhando para pagar todo mundo”, a Adimóveis continua garantindo os aluguéis e que mesmo a partir das divulgações das denúncias não perdeu um único contrato.

Para o Divinews. o Promotor de Justiça em Divinópolis, Sérgio Gildin, há alguns meses, disse que ao questionar a denuncia feita contra a Adimóveis, os representantes da empresa se defenderam acusando os credores de agiotagem.

ENTENDA O CASO segundo o Jornal Estado de Minas

– A Policia Federal apura se Adimóveis de Divinópolis, passou a captar recursos financeiros de seus clientes para fazer caixa por meio de notas promissórias, avaliadas por Deusdete Fernandes Campos, sócio-diretor da empresa

– A empresa teria criado uma factoring, no mesmo prédio onde esta estabelecida a imobiliária, para que os recursos captados fossem usados em operações de troca de cheques de terceiros, provenientes do comercio local

– A imobiliária teria oferecido aplicações remuneradas em 2% ao mês. Em troca, clientes dizem ter recebido notas promissórias nos valores dos “investimentos”

– Os recursos captados teriam sido reinvestidos teriam sido reinvestidos em ações. Porém, os valores de terceiros teriam sido aplicados em nome da imobiliária, dos sócios ou até mesmo de laranjas já que a empresa não tem licença para operar como corretora de valores mobiliários.

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