

Inicialmente chegaram duas viaturas da Policia Federal na Câmara de Divinópolis. Porém como o chefe de gabinete, Juliano do Pio, que também é alvo das investigações, estava em sua residência, alguns agentes, com uma das viaturas foram para a casa de Juliano para também apreender documentos e materiais que estavam na posse dele. A informação que o Divinews obteve, não oficial é que todos os celulares foram apreendidos pela PF.
O CASO
A denúncia começou com o cidadão Anderson Moreira Gonçalves, que foi cabo eleitoral do vereador César Tarzan, e que segundo sua declaração para o Divinews, além de ter trabalhado, também emprestou dinheiro, com o compromisso, conforme Anderson, de que se eleito fosse, César o nomearia como assessor, e com o salário de assessor a dívida do empréstimo seria quitada. Porém após ser eleito, César, ainda conforme Anderson, que tem o apelido de Cubu, não foi nomeado, o que fez com que ele resolvesse denuncia o Tarzan. A partir desta denúncia feita em 21 de dezembro de 2016, é que o ex-vereador Nilmar Eustáquio, ficou sabendo do caso, e resolveu entrar na Justiça Eleitoral querendo o mandato de Tarzan. Contudo, como estava fora do prazo o pedido de Nilmar foi rejeitado. Mas as investigações no âmbito criminal, das denúncias feitas por Cubu, continuaram.
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Em 27 de janeiro de 2017, o advogado de César Tarzan, Alican Albernaz de Oliveira, protocolou a defesa do vereador, alegando inicialmente a intempestividade da ação proposta por Nilmar Eustáquio, que solicitava que Tarzan não fosse diplomado. Porém a data limite seria 19 de dezembro, três dias após a diplomação que ocorreu em 16 de dezembro, e não 21 de dezembro, fora do prazo.
O advogado, ao entrar no “mérito das contrarrazões”, sobre a fundamentação de Anderson Moreira Gonçalves, o Cubu, transcreve a sua afirmação: “se comprometeu a ajudar o recorrido Cezar em sua campanha eleitoral de 2016, e que o recorrido, o recompensaria com o cargo de 1º assessor, se fosse eleito”.
“Na verdade”, continua o advogado, “observando as próprias declarações do Sr. Anderson Moreira Gonçalves, o mesmo afirma que ficou indignado foi pelo fato do recorrido ter convidado o Juliano do Pio para ser um de seus assessores no gabinete. Segundo as palavras do próprio declarante, ele somente concordou em ser assessor parlamentar de César se o mesmo não convidasse Juliano do Pio, que também o apoiou na campanha para a mesma função. Como César optou por chamar Juliano do Pio para ser assessor no gabinete, o Sr. Anderson Moreira Gonçalves se indignou e começou a procurar pessoas para ajudar a criar e manipular fatos para prejudicar o recorrido e tentar articular uma possível cassação do seu mandato”.
“O caso aqui é uma situação evidente de atividade criminosa para criar situações e fatos para prejudicar uma candidatura política. Uma pessoa que é vizinha do recorrido há mais de 30 anos, tentar impor sua vontade contra o recorrido (César), como vereador fazendo exigências para nomeação de pessoas em seu gabinete e, não sendo atendido em sua arbitrária exigência, passa a perseguir o Recorrido como vereador, espalhando por toda cidade que falar o que for preciso para prejudicar e cassar o mandato do vereador Cesar. Essa é a situação dos autos, um caso clássico de conduta criminosa prevista no art. 25 da lei complementar 64/90”.
Por esse motivo, o advogado de César, após explicar as prestações de contas do então candidato, e as supostas doações de cestas básicas, bem como a distribuição de santinhos, transporte de eleitores e boca de urna, pede que a Justiça Eleitoral interprete a conduta de Anderson, como “litigância de má-fé”.
Em 8 de fevereiro de 2017, o Procurador Regional Eleitoral, Patrick Salgado Martins decidiu que não houve litigância de má-fe parte de Anderson (Cubu) em suas denúncias. E enviou os autos para o Promotor Eleitoral para investigar os supostos crimes eleitorais.
Ainda em fevereiro, o Juiz Ricardo Matos de Oliveira, relator do Processo, determinou que os autos fossem encaminhados à Procuradoria Regional para cópias, para apuração das alegações, solicitadas pelo Procurador Regional Eleitoral.
No dia 7 de março, o Procurador Patrick Salgado Martins, solicitou que fosse feita a apuração no âmbito criminal. Por essa razão, as investigações do Ministério Público e da Policia Federal, continuaram.
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