Uma criança de quatro anos, Emily Emanuele Alves da Silva, segundo familiares, deu entrada na UPA Padre Roberto, às 8 horas da manhã da última quarta-feira (31/7), com o quadro de febre, dor de cabeça e vomitando. O médico Rubem Gomes da Silva, a atendeu dando o laudo de que poderia ser uma alergia, receitando para a menina um antialérgico. Contudo, as 19h39min, segundo o documento que o médico endereçou para o legista, Emily retornou para a UPA, com um quadro ainda mais grave. Além da dor de cabeça que não passou, a criança apresentava também manchas vermelhas por todo corpo. Ainda conforme o mesmo documento, às 01h52min de quinta-feira (01/06) Emily morreu – O médico, então estranhamente, solicitou que fosse feita uma perícia para descobrir o que levou a menina a morte. Porém, com o corpo já no Cemitério Municipal Parque da Colina, local onde são realizadas as autópsias, a equipe técnica se recusou a fazer a autopsia, alegando que tal procedimento só é realizado em casos de acidentes ou quando a pessoa morre dentro de casa. No mesmo documento que o médico endereçou para o médico legista, ele diz que a provável causa da morte teria sido “choque séptico”, mas com dúvidas sobre o que teria provocado. E interroga: meningococemia ? H1N1 ? Dengue ? – Diante da recusa de ser feita a autopsia, o corpo da menina retornou para a UPA, e liberado para a família para que fosse sepultada, mesmo sem saber a causa da sua morte – A mãe de Emily desconfia que o medicamento indicado para a filha na UPA, não foi correto: “Dores de cabeça e vômitos não tem nada a ver com alergia” – O Divinews tentou conseguir explicações com a Diretoria de Comunicação da Prefeitura, porém não obteve retorno da ligação feita.
Fonte: G1 Centro-Oeste
Ricardo Welbert
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