Mesmo os vereadores considerados da base aliada do Prefeito Galileu Machado (PMDB), os que votaram no vereador Adair Otaviano para Presidente do Legislativo, à pedido dele, andam chateados com a burocracia que foi criada para que eles consigam falar com o chefe do Executivo. Segundo um dos vereadores revoltado, que não quer colocar a “cara”, talvez pelo linguajar usado no seu choro: “Está uma verdadeira frescura chegar até o Galileu, primeiro tem que agendar com a secretaria e ainda falar com ela qual é o assunto, para então ela direcionar qual o secretário será indicado para receber a gente. Eu não falo nada pra ela, falo que qero falar com o Galileu, que é particular” – Até os que pediram votos para Galileu estão reclamando “Na hora de pedir voto para ele não tinha burocracia” – Segundo informações da Diretoria de Comunicação, o procedimento foi criado para se garantir o mínimo de organização nas agendas do Gabinete. A audiência deve ser solicitada através do envio de um e-mail e explicitar o assunto. Ainda, conforme a comunicação, para se for necessário o prefeito convocar algum secretário. “Ultimamente, se o vereador vier direto, sem agendar, o prefeito não tem recebido os vereadores” finalizou a Comunicação – “O resultado dessa burocracia “palaciana”, pode ter reflexo no plenário da Câmara, na hora da votação dos projetos que o prefeito precisa aprovar”, finalizou agora, o vereador.
Na Administração do ex-prefeito Vladimir Azevedo, o então chefe de Governo, Antônio Faraco, criou a figura do “Faraquinho”, que era o interface entre os vereadores e Faraco, que repassava a demanda para o Prefeito, ou ele mesmo tentava resolver. O resultado, todos já sabem no que deu. Na gestão de Galileu, vereadores reclamam que o chefe do Governo, Ricardo Moreira, criou também o que seria o seu “Ricardinho”, na figura de Cléo Junior, o mesmo do Bloco do Cléo, que foi nomeado por Galileu como assessor de Ricardo.






