ARTIGO: Assessores ou empregados de parlamentares?

Publicado por: suporte

O que é um assessor? Assessora alguém. Normalmente a palavra e não a função, é mais comumente utilizada no mundo político, do que na iniciativa privada, que também a utiliza, mas em menor escala – A maioria das vezes o profissional que exerce a função de “assessor”, que deriva do verbo “assessorar”, atua corretamente, conforme a etimologia da palavra, definida nos dicionários – Exemplos: “Dar assessoria para alguém, de alguma necessidade ou tarefa, orientando-o”. Ou ainda, um outro exemplo: “assessorou-se de pessoas qualificadas” – Assessorar é sinônimo de aconselhar, auxiliar – Existem uma série de observações sobre o que de fato significa o verbo assessorar, e a função de assessor – Porém na prática, não é o que se vê, principalmente na área política. O assessor, em sua grande maioria, não passa de um empregado do político, que não ouve quase nada, ou nada do que quem o assessora “aconselha”, isto é, quando aconselha, sugere, quando o chefe lhe dá vez e voz sobre inúmeros assuntos pontuais e mesmo sobre o comportamento do parlamentar em plenário ou não – O Divinews que acompanha a rotina da Câmara Vereadores de Divinópolis há vários anos, em todo esse tempo, observa a fragilidade dos Edis na composição de suas assessorias – É o próprio vereador quem define sua linha de atuação, na maioria das vezes, sozinho, sem ouvir ninguém. Uma das raríssimas exceções ocorreu quando a ex-vereadora Heloisa Cerri, durante o seu mandato teve na chefia do gabinete, Iris Moreira que junto com Jotha Lee atuavam de forma ativa exercendo o cargo de assessores dentro da etimologia real da palavra, e fizeram a diferença, com planejamento e execução das ações legislativas das pautas, entre outras ações externas – O fato é que, nenhum político em cargo eletivo consegue trilhar seu rumo em políticas públicas sem uma assessoria competente. Assessores sem domínio das matérias e trânsito nos bastidores são simples empregados, despachantes de luxo oriundos de compromissos formalizados durante as eleições, popularmente classificados como “aspones”. É um pagamento caro, que resolve o presente, mas pode comprometer de forma irreversível o futuro do político – (Texto aplicável também para os aspones do Parlamento Estudual e Federal) 
 

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