Fausto Barros, o Assessor Especial do Prefeito Galileu Machado, disse para o editor do Divinews, que a equipe de governo sequer conversou sobre a questão do gatilho – A indagação do Divinews diretamente para Fausto se fez necessário em consequência dos comentários que tem circulado nos corredores da Câmara, de que um dos primeiros projetos de autoria do Executivo, que aportaria na Câmara seria a extinção do gatilho salarial dos servidores públicos municipais que foi instituído no final de 2008, ainda na administração do agora, e ainda petista, o ex-prefeito Demetrius Arantes Pereira, e que quase foi integralmente cumprido durante toda a administração do também, agora ex-prefeito Vladimir Azevedo – Ocorre que, segundo os gurus de finanças da administração pública, diante da atual situação do município, é impossível que os cofres da Prefeitura continue suportando o gatilho salário, que atualmente consiste em março usar o IPCA do IPEAD da Universidade Federal de Minas Gerais do ano anterior e aplicar como correção dos salários do ano em curso – Relembrando que em 2015 o STF considerou que, pela sumula vinculante 42 a indexação de salário pelo INPC era inconstitucional e por essa razão após muitas negociações foi adotado o novo indexador, o IPCA /IPEAD da UFMG – É dado como certo que mais cedo ou mais tarde, essa amarga decisão Galileu terá que tomar. Já que o salário de dezembro de 2016, que deveria ter sido pago até o 5º dia útil de janeiro, mas que foi adiado para o próximo dia 25, deverá ser pago com o reajuste de 3,5% como parte de um acordo que foi realizado por Vladimir Azevedo que dividiu o reajuste de 7% em duas parcelas, a 1ª parcela foi paga em abril de 2016 de 3,5% e a segunda também com o mesmo percentual, 3,5% para dezembro – O fato é que os vereadores, principalmente os 9 que votaram com o governo, elegendo o presidente da Câmara, Adair Otaviano (PMDB), sabem que a votação da retirada do gatilho, que corrigiria automaticamente os salários para 2017, a partir da data base em março, vai desgastá-los politicamente, diante de categoria dos servidores públicos