Mineiras desenvolvem aplicativo que mapeia o Aedes aegypti

Publicado por: suporte

A estagiária de Informática da Superintendência Regional de Saúde de Varginha (SRS), em Minas Gerais, e aluna do curso de Sistemas de Informação da Faculdade Cenecista de Varginha (FACECA), Prisciane Rodrigues de Assis, em parceria com Raíssa Maria Cogo, sua colega de faculdade, criou, por meio de um projeto acadêmico, um aplicativo de celular inovador, o ZikaZoom, que objetiva mapear os focos do mosquito Aedes aegypti por meio da geolocalização. O projeto fez parte do trabalho de conclusão de curso da disciplina de Tópicos Avançados em Computação II, ministrada pelo professor Tiago Giovanella - De acordo com Prisciane Rodrigues, a ideia do aplicativo surgiu em razão dos altos índices de infestação pelo Aedes aegypti na região. Então elas pensaram em uma maneira de contribuir com a população e desenvolveram um mecanismo de localização e, posteriormente, colaboração com os profissionais sobre os focos do mosquito Aedes aegypti. O aplicativo ainda está em fase de testes, mas já há interesse em se elaborar projeto para associar os resultados do aplicativo ao trabalho dos agentes de Endemias da cidade - Prisciane explica que com o apoio de autoridades municipais, pretende-se tornar o aplicativo uma ferramenta de auxílio para os agentes das secretarias municipais de Saúde de cada município. “Mas é importante reforçar que as marcações e fotos registradas no aplicativo são de total responsabilidade do usuário que as insere, não sendo possível para as desenvolvedoras confirmarem a veracidade do possível foco”, explicou.

Como funciona
O ZikaZoom está disponível para download desde o dia 1 de agosto de 2016 e, por enquanto, só está disponível na plataforma Android. Assim que a pessoa baixar o aplicativo, precisa autorizar a ativação do GPS. Na página inicial, clicando no ícone ZikaZoom, o mesmo direcionará para a página da captura de localização, que poderá ser realizada por meio da fotografia do foco encontrado ou apenas clicando no ícone do ZikaZoom.

Por meio da geolocalização, o endereço da foto vai para o mapa de marcações de focos. O aplicativo não está restrito somente à região de Varginha, mas sim a todo o país e até mesmo fora do Brasil. Inclusive já existem marcações nos Estados Unidos, pois como se trata de um recurso digital, qualquer pessoa pode baixá-lo em seu smartphone, lembrando que ele é gratuito.

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