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O promotor Gilmar de Assis, com larga experiência na gestão de saúde e recuperação de hospitais, começou a entrevista dizendo o que todos já sabem, a inviabilidade financeira do hospital, em continuar. Já que a gestão da Dictum para o Estado era temerária. Contudo, mesmo assim insistiram na sua continuidade, até com elogios rasgados ao seu estilo de “administrar”
“Tecnicamente nós teríamos que promover a liquidação do Hospital São João de Deus, o que seria um grande drama, uma grande tragédia assistencial. Daí o Ministério Público da Assistência da Comarca de Divinópolis, os senhores aqui presentes, o Denasus, juntamente com os entes governamentais, para que possamos em uma nova modelagem, apostar nessa assistência. É uma Ação Sistêmica Colegiada para a recuperação da assistência a saúde prestada pelo Hospital São João de Deus”, disse Gilmar
Já o promotor Nélio Costa Dutra falou sobre a importâncias das parcerias.
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“Nesse novo modelo a gente traz todos os atores essenciais, principalmente no que tange a financiamento. Nesse modelo, está presente nesta comissão, inicialmente, o Estado, representante do Município, e representante do Ministério da Saúde. Só as fontes de financiamento primeiramente, além disso há a expectativa do ingresso do Conselho Regional de Medicina e também do próprio COSEMS, que representa os secretários municipais, já que o hospital faz atendimento a nível regional, e há necessidade de uma repactuação dos municípios como um todo”.
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Sobre as ações que precisam serem realizadas mais urgentemente. O promotor Gilmar afirmou: “Boa parte das tarefas mais urgentes, elas já foram cumpridas. Já estamos trabalhando de uma forma muito mais inteligente de uma forma, com experiência, planejada, entre elas esse convencimento político da adesão do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado de Saúde, do município, do Conselho Municipais de Secretários de Saúde, a apostarem e entrarem para dentro deste equipamento, isso já foi feito. Já foi feito um levantamento de forma emergencial dos haveres, da decomposição do passivo, estamos recebendo hoje um relatório de atividades dos últimos três anos, até 30 de junho, pela DICTUM. Com isso começamos a fazer uma transição, esperando que possa ser finalizado na semana que vem. Com o secretário executivo e o administrador do hospital, que serão designados por essa Comissão Preventiva de Ética, que possam estar aqui fazendo essa transição.
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Respondendo a uma pergunta feita sobre a atuação da DICTUM, o promotor coordenador do CAO-SAUDE, disse: “Eu não tenho como falar da atuação da DICTUM, até por que nenhum de nós entramos para dentro do hospital, mas oportunamente será feita uma auditoria interna dos processos, para que possamos corrigir eventuais inconformidades”.
Em uma nova pergunta, vem a surpresa do caos que está o hospital, bem pior do que muitos imaginavam, adjetivado pelo Promotor, como uma situação de TRAGEDIA.
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“A situação atual hoje, inclusive ela está retratada pelo nosso colega Nélio, dentro do Termo de Ajustamento de Conduta, é uma situação de tragédia. Por que para cada R$ 1 real de dívida, a entidade não tem nem R$ 0,50 cinquenta centavos para arcar com essas despesas – E assistencialmente está muito difícil. Os dois equipamentos de tomografia estão quebrados, isso significa que não tem viabilidade de entrada para a UTI, por que não se pode colocar pacientes para dentro sem ter os equipamentos de tomografia funcionando. A urologia, não existe mais, o vascular não existe mais, assim como a hemodinâmica, ameaça até parar a pediatria. Amanhã uma outra ameaça a maternidade. A gente espera na reunião de hoje (quinta-11) com o corpo clinico, estarmos passando para eles essa nova credibilidade, essa nova modelagem para que juntos. Sociedade, Corpo Clinico, Força Tarefa. Possamos sair desse cenário de tragédia para um cenário de viabilidade assistencial”






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