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Logo no início da segunda parte dos trabalhos, já que exceto o vereador Careca, ninguém quis se pronunciar, quando o presidente da Casa, anunciou a votação para a inclusão dos projetos, os vereadores do PROS, Marquinhos Clementino, Edmar Felix e Careca da Água Mineral, mais o vereador do PMDB, Adair Otaviano, se retiraram do plenário, como forma de protesto. Enquanto o vereador também do PROS, Marcos Vinicius e o peemedebista Hilton de Aguiar permaneceram no plenário.
Hilton de Aguiar, posteriormente alegou para o Divinews que não vai atrapalhar a saúde e que a população e que os profissionais de saúde não estão aprovando essa atitude de ser contra a aprovação do projeto. Enquanto o vereador Marcos Vinicius, do PROS, afirmou que o acordo foi entregue, logo não há mais o que se falar em bloquear a pauta.
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O vereador petista, é um caso à parte, pois desde o início da votação do projeto, ele não aderiu nem ao primeiro acordo. Segundo Edmilson, os vereadores que pensam que estão em alta, estão é em baixa com a população. E que ele tem recebido muitos elogios por sua atitude em defesa da saúde. Que o seu Facebook e o seu WhatsApp não param de chegar mensagens de felicitação por seu posicionamento.
Alguns registros se fazem necessários no processo de votação do projeto EM-011/2016, e de qualquer outro projeto. Com imparcialidade e sem a emoção de ser contra ou a favor dos servidores, de ser contra ou a favor do governo.
1 – Quem afinal tem razão? Os servidores grevistas junto com o grupo de vereadores que votaram contra a aprovação do projeto, ou os vereadores da situação, junto com o Executivo?
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O acordo feito entre o SINTRAM e a Câmara estabelecia que, se o Executivo recebesse a comissão de servidores para dialogar, os grevistas sob a representatividade do sindicato, liberariam a pauta para que qualquer projeto fosse votado. Pois bem, o Executivo recebeu a Comissão. Neste ponto o acordo foi cumprido. Agora, se na avaliação dos grevistas, que em assembleia avaliou que foi uma piada a proposta do Executivo. É outro caso. Por que então o SINTRAM não negociou de uma outra forma? “Não vamos liberar a pauta de votação enquanto não nos for concedido o reajuste de 11,27%”, está sim daria toda cobertura para que a pauta fosse travada. Mas não foi isso que ocorreu.
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A presidente do SINTRAM, Luciana Santos, afirma que posteriormente ao malfadado acordo que se encerrou com a reunião com o prefeito, teria sido feito um outro, para que os vereadores de oposição que aderiram mais fielmente à causa dos servidores grevistas não votassem nenhum projeto até que o aumento fosse concedido. Contudo, os outros vereadores que estiveram por um período aliados com os grevistas, negam esse tal segundo acordo, que são Delano Santiago e Marcos Vinicius.
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2 – A população está de fato apoiando a greve dos servidores e até que ponto ou está contra? Se atrapalha ou não a vida dos cidadãos? Os vereador ficam atentos à essa questão, pois sabem que é importante captar a simpatia dos 5.400 servidores, que em uma conta simples, contando os familiares e amigos eleva esse número para algo em torno de 30 mil eleitores. Contudo, eles sabem que não podem ignorar o restante do eleitorado que passa de 120 mil. Dai a posição de alguns vereadores que afirmam estar agradando mais do lado de fora do círculo dos servidores, como é o caso do vereador Edmilson Andrade, que afirmou para o Divinews, que não trocaria os 300 manifestantes na Câmara por milhares que estavam do lado de fora, o aplaudindo.
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3 – Que a greve é legitima não resta a menor dúvida, tanto é que, o TJMG, liminarmente determinou apenas que os servidores da saúde retornassem ao trabalho. Contudo, o mérito da ação que o município interpôs contra o movimento, será julgado a princípio, no dia 10 de maio.
O resumo da ópera é que, o projeto foi aprovado pela maioria dos 11 vereadores presentes no momento da votação. É que Adair Otaviano (PMDB), Marquinhos Clementino, Careca da Água Mineral, todos do PROS, mais Anderson Saleme (PR), alegando adotar a estratégia de não votar contra a saúde, se retiraram do plenário, e após a votação, voltaram.
A desobediência de Marcos Vinicius à determinação do PROS pode lhe gerar a expulsão do partido, conforme afirmou o presidente da legenda em Divinópolis, o também vereador Edimar Felix.
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O vereador e Presidente da Câmara, Rodrigo Kaboja, que chegou a ser chamado de Kaboja Cunha, em entrevista, disse que o projeto é de interesse público, de 250 mil pessoas, que residem em Divinópolis e região, que são R$ 8 milhões de reais para a UPA, e R$ 6 milhões para o HSJD. “E vereadores aqui dentro ficaram contra. Apresentando emendas, como o vereador Adair Otaviano. A gente tem que ter responsabilidade. Eu como magistrado e presidente dessa Casa, tenho que colocar os projetos em discussão e votação, por isso fiz o Colégio de Líderes para não prorrogar mais – Esse projeto é a esperança do Hospital São João de Deus se reerguer, por que os médicos estão para fazer a paralisação essa semana ainda – A Câmara está de parabéns, vereador tentou jogar a população contra esse presidente. A população me conhece e conhece ele. Vamos continuar – Respeitando os munícipes não trancaremos a pauta da Câmara. Qualquer projeto de interesse público será votado pelos vereadores conscientes”, finalizou .





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