O Sintram realizou na manhã da última sexta-feira (08), uma entrevista coletiva para apresentar, dados técnicos, segundo o sindicato feito por especialistas da saúde da rede municipal de Divinópolis, que trazem dúvidas sobre o real objetivo do decreto de estado de emergência relativo à dengue. a entidade sindical suspeita, que tal decreto possa ter sido editado em decorrência da greve dos servidores para inviabilizar a mesma, que tem objetivo recompor as perdas salariais, conforme compromisso firmado verbalmente pelo prefeito em novembro de 2015 – O diretor do Sintram, Alberto Gigante, esclareceu que os dados apresentados estão disponíveis para consulta a todos no Sistema de Informações de Agravos e Notificações – SINAN, Ministério da Saúde, SEMUSA – O sindicato alerta que comparando dados de 2013 a 2016, chama atenção o fato que de, em 2013, ano da maior epidemia de dengue da história de saúde pública de Divinópolis, com o registro de 6.987 casos, o qual foi usado pela SEMUSA para comparação com os dados de 2016, não houve decretação do estado de emergência pelo governo Vladimir – Em 2016, o pico da epidemia foi registrado na semana nove (iniciada em 28/02/2016 e finalizada em 05/03/2016), com 592 casos. Houve uma antecipação do pico em relação a 2013, ano em que o pico ocorreu na semana 15 (10/04 a 16/04), quando foram registrados 827 casos.
O médico Alberto Gigante, diz que um fato que chama atenção é que a partir da semana nove de 2016 a epidemia mostra-se em nítido declínio sustentado e mesmo assim o decreto foi feito pelo prefeito municipal, Vladimir Azevedo. “A decretação do estado de emergência em 29/03/2016 editado em função da epidemia de dengue se deu em um momento de franca redução do número de casos. Lembrando que em 2013 o número de casos foi bem maior e mesmo assim não houve a decretação da condição de emergência”
Questionado sobre a possibilidade de outros picos, considerando a demonstração de anos anterior, Alberto Gigante disse que sim, que de acordo com especialistas é possível que ocorram outros picos, mas é questionável o fato do decreto ter sido feito em uma época que não havia índices “técnicos coerentes que justificassem a decretação”, já que a epidemia apresentava evidente declínio. Somado a isso em 2013 a administração não teve a mesma medida, apesar da maior gravidade.
O diretor do SINTRAM diz que esses fatos trazem suspeitas que o decreto tenha uma intenção por parte da prefeitura no sentido de inviabilizar o movimento de greve, e afirmar que o mesmo seria ilegal na justiça. “Se o prefeito decreta que o município está em estado de emergência cria-se uma situação de enxergar o movimento de greve com intolerância. E logo depois ele entra na justiça pedindo a ilegalidade da greve, ou seja, existe uma coerência, os fatos começam a se somar”, argumentou.
Fonte: Sintram
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