
O médico Alberto Gigante, diz que um fato que chama atenção é que a partir da semana nove de 2016 a epidemia mostra-se em nítido declínio sustentado e mesmo assim o decreto foi feito pelo prefeito municipal, Vladimir Azevedo. “A decretação do estado de emergência em 29/03/2016 editado em função da epidemia de dengue se deu em um momento de franca redução do número de casos. Lembrando que em 2013 o número de casos foi bem maior e mesmo assim não houve a decretação da condição de emergência”
Questionado sobre a possibilidade de outros picos, considerando a demonstração de anos anterior, Alberto Gigante disse que sim, que de acordo com especialistas é possível que ocorram outros picos, mas é questionável o fato do decreto ter sido feito em uma época que não havia índices “técnicos coerentes que justificassem a decretação”, já que a epidemia apresentava evidente declínio. Somado a isso em 2013 a administração não teve a mesma medida, apesar da maior gravidade.
O diretor do SINTRAM diz que esses fatos trazem suspeitas que o decreto tenha uma intenção por parte da prefeitura no sentido de inviabilizar o movimento de greve, e afirmar que o mesmo seria ilegal na justiça. “Se o prefeito decreta que o município está em estado de emergência cria-se uma situação de enxergar o movimento de greve com intolerância. E logo depois ele entra na justiça pedindo a ilegalidade da greve, ou seja, existe uma coerência, os fatos começam a se somar”, argumentou.
Fonte: Sintram
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