FLASHBACK: “Nova política salarial de Divinópolis é aprovada pelos vereadores”, titulou o SINTRAM , com uma felicidade imensa

Publicado por: suporte

Esta notícia está publicada no site do SINTRAM, assim como o mesmo fato foi publicado por quase toda mídia de Divinópolis. Nesta matéria escrita pelo SINTRAM, alguns servidores que estavam presentes e que não concordavam com a aprovação do EM-054/2015, assim como membros do SIMTEMMD, além de alguns vereadores, notadamente o vereador Adair Otaviano, foram desancados pela diretoria do SINTRAM pela discordância, o que chegou a provocar uma interrupção da sessão para convencer os vereadores a votarem, e papel fundamental no convencimento ficou a cargo do médico/sindicalista Alberto Gigante – Dai a resistência que muitos servidores não querem participar de nenhuma manifestação na próxima segunda-feira (21), querem sim, que o SINTRAM resolva o imbróglio em que enviou a categoria, acreditando em negociação patronal, feito à base de “fio de bigode” – Leia a matéria na íntegra – O sindicato chegou a fazer outra matéria agradecendo aos vereadores que votaram favoravelmente. 

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Nova política salarial de Divinópolis é aprovada pelos vereadores
 
·      Gatilho será com base no IPCA/ IPEAD e data base em março

·     A nova política salarial dos servidores públicos municipais de Divinópolis foi aprovada ontem (21) por unanimidade na Câmara Municipal. Desde setembro, o Sintram vem discutindo a questão com a classe trabalhadora e administração municipal e com aprovação do projeto o novo índice para reajuste automático (gatilho) dos salários da categoria será o IPCA do IPEAD/UFMG. Conforme prevê a constituição, a data base foi unificada e será em março.

A nova política entra em vigor em 2017, mas em 2016 o prefeito firmou compromisso com o Sintram e Comissão de Servidores de reajustar os salários de todos os trabalhadores municipais de acordo com a inflação apurada no ano anterior (2015). Além disso, o piso na Prefeitura fica no valor de R$1182,00, sendo reajustado anualmente de acordo com o IPCA/IPEAD.
Alguns servidores, que não participaram das assembleias, e representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Municipal do Município de Divinópolis- Sintemmd, quiseram tumultuar a reunião pedindo para que o projeto não fosse votado porque traria prejuízos à classe. Diante disso, a reunião foi suspensa, a pedido do presidente da Câmara Rodrigo Kaboja, para ouvir o posicionamento dos sindicatos e de alguns servidores, já que a extraordinária de ontem (21) havia sido marcada justamente para atender pedido da categoria, formalizado pelo Sintram.
A presidente Luciana Santos foi acompanhada pelos diretores Alberto Gigante e Eduardo Parreira na reunião no plenarinho. A diretoria do Sintram explicou aos vereadores que desde setembro o sindicato com seriedade e compromisso com a categoria convocou quatro assembleias para encontrar e discutir soluções diante das inconstitucionalidades apresentadas pelo Ministério Público que resultaram no anúncio do fim do piso (1,5 SM) e do gatilho por parte da administração municipal. Argumentaram também que o teor do projeto EM 054, que tramitava na Casa, foi aprovado pela própria categoria durante as assembléias. Dessas assembleias, em momento algum, a direção do Sintemmd se fez presente ou se preocupou em trazer ideias ou problemas ao Legislativo ou de debater junto à administração.
Inconstitucionalidade

O diretor jurídico do Sintram, Alberto Gigante, explicou aos vereadores que com a Súmula Vinculante 42 do STF está consolidado que é inconstitucional a vinculação do reajuste de vencimentos dos servidores estaduais ou municipais a índices federais de correção monetária. Nesse cenário, as atuais leis do município que prevêem o gatilho e piso (1,5 SM) são inconstitucionais. Essa insegurança jurídica pode a qualquer momento provocar os órgãos competentes a ajuizarem uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN), ficando a categoria sem direito algum previsto na legislação municipal referente ao reajuste automático de seus salários.
Aprovação

Apesar da tentativa do Sintemmd de dividir a categoria e atrasar a votação, o projeto foi aprovado por unanimidade pelos vereadores na tarde de ontem. A presidente do Sintram, Luciana Santos, agradeceu o apoio dos parlamentares e aos servidores, que se estiveram presentes nas assembleias e na votação. “Foi um trabalho transparente e em conjunto com a categoria inclusive com a formação de uma Comissão de Servidores para estudo em parceria com o jurídico do Sintram, Câmara e economistas do Dieese. Com essa aprovação fica garantido em lei a revisão salarial automática com base em um índice que é constitucional”, finalizou a presidente.
 
 
 


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