Ainda de acordo com os procuradores e delegados da PF, João Santana e sua mulher tinham conhecimento da origem do dinheiro. “É bom deixar claro que esses recursos têm como origem o esquema de corrupção da Petrobras, não apenas de simples caixa 2”, ressaltou o procurador Carlos Fernando dos Santos durante a coletiva. O nome da nova fase é “Acarajé”, que seria o termo usado para se referir a dinheiro.
Segundo a PF, foi descoberta uma planilha com registros de despesas de campanhas eleitorais de 2008 e 2012, ligadas ao PT. O documento traz a sigla “M.O.”, que, segundo os investigadores, seria uma referência a Marcelo Odebrecht. Nesta nova fase, houve um novo pedido de prisão preventiva do Ministério Público contra o empreiteiro, indeferido, porém, pelo juiz Sérgio Moro.
Segundo os procuradores, João Santana recebeu cerca de R$ 190 milhões no Brasil, declarados à Justiça, por serviços prestados em campanhas desde 2005 até a realização das investigações. De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, o valor recebido por Santana que não foi declarado pode se elevar se identificado que parte dos recursos declarados também veio de propina.






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