OPERAÇÃO LAVA JATO: Ministério Público Federal denuncia 35 envolvidos ( VEJA OS NOMES )

Publicado por: suporte


De acordo com o MPF, após o “bingo”, a empreiteira acrescentava ao valor da oferta apresentada nas licitações um determinado porcentual, desviado para funcionários públicos e partidos políticos. Essa verba era repassada pelas empreiteiras à quadrilha por meio de empresas de “consultoria” ligadas aos integrantes do esquema, que prestavam serviços fictícios, “lavando” o dinheiro. Nesta quinta, Dallagnol reafirmou que todos os recursos destinados às empresas de Alberto Youssef, como a Sanko Sider, a GFD Investimentos e a M.O. Consultoria, têm origem criminosa e que, portanto, quem negociou com elas incorreu em crime. Segundo o procurador, os bens das empresas estão bloqueados, pois não foram encontrados indícios de que elas tinham alguma atividade lícita.

Parte do dinheiro do esquema ficava com os funcionários da Petrobras e outra abastecia cofres políticos. Até aqui, depoimentos de Costa e Youssef indicam que o dinheiro repassado a partidos políticos serviu para irrigar os cofres de integrantes do PT, PMDB e PP. Segundo declarações de Costa à Justiça Federal, no caso do PT quem recebia e distribuía o valor era o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto. No caso do PMDB, o operador seria Fernando Soares, conhecido como “Fernando Baiano”. O operador do PP seria o próprio Youssef.

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Paulo Roberto Costa também afirmou que intermediou o pagamento de 20 milhões de reais para o caixa 2 da campanha do então candidato à reeleição ao governo de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), em 2010. Outro envolvido no esquema seria o ex-presidente do PSDB, Sergio Guerra, morto em março deste ano. Segundo Paulo Roberto Costa, ele teria pago propina a Guerra em 2009, para que o então presidente do PSDB esvaziasse uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretendia esclarecer as denúncias de corrupção na Petrobras. Segundo Costa, Guerra o procurou e cobrou 10 milhões de reais para que a CPI, aberta em julho de 2009, fosse encerrada.

O anúncio sobre as denúncias foi feito no Paraná, durante entrevista coletiva com a presença do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Janot afirmou que o trabalho para elucidar todos os crimes “não será rápido” e que atuará dando apoio às investigações. “Meu papel aqui é dar apoio a essa nova fase que se inicia. O MPF não fala aquilo que fará, mas dá conhecimento à sociedade daquilo que fez e esclarece sua atuação”, disse. Janot prometeu atuar de maneira “firme”. “A complexidade dos fatos nos leva a intuir a dimensão desta investigação”, disse. “Seguiremos, como sempre fizemos, de forma serena, equilibrada, mas firme e contundente. Cada pessoa, de forma legal, responde pelo ato que praticou”, afirmou o PGR.

A lista de denunciados, por ordem alfabética:

Adarico Negromonte Filho, irmão do ex-ministro das Cidades Mario Negromonte (PP), era operador de Youssef

Agenor Franklin Magalhães Medeiros, diretor-presidente da Área Internacional da OAS

Alberto Elísio Vilaça Gomes

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Alberto Youssef, doleiro

Angelo Alves Mendes, vice-presidente da Mendes Júnior

Antonio Carlos Fioravante Brasil Pieruccini

Carlos Alberto Pereira da Costa, advogado de Alberto Youssef

Carlos Eduardo Strauch Albero, diretor-técnico da Engevix

Dario de Queiroz Galvão Filho, diretor-presidente do Grupo Galvão, dono da Galvão Engenharia

Eduardo de Queiroz Galvão, vice-presidente do Grupo Galvão, dono da Galvão Engenhariada Galvão Engenharia

Eduardo Hermelino Leite, vice-presidente da Camargo Corrêa

Enivaldo Quadrado, doleiro

Erton Medeiros Fonseca, diretor presidente de Engenharia Industrial da Galvão Engenharia

Fernando Augusto Stremel Andrade, engenheiro ds OAS

Gerson de Mello Almada, vice-presidente da Engevix

Jayme Alves de Oliveira Filho, agente da Polícia Federal

Jean Alberto Luscher Castro

João Alberto Lazzari

João de Teive e Argollo, diretor de Novos Negócios da UTC Engenharia

João Procópio Junqueira Pacheco de Almeida Prado

João Ricardo Auler, presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa

José Aldemário Pinheiro Filho, presidente da OAS

José Humberto Cruvinel Resende

José Ricardo Nogueira Breghirolli, da OAS

Luiz Roberto Pereira, diretor da Engevix

Marcio Andrade Bonilho

Mario Lucio de Oliveira

Mateus Coutinho de Sá Oliveira, da OAS

Newton Prado Junior, diretor técnico da Engevix

Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras

Ricardo Ribeiro Pessoa, diretor superintendente da UTC Engenharia

Rogério Cunha de Oliveira, diretor de Óleo e Gás da Mendes Júnior

Fonte: Carta Capital

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