O Sindicato dos Jornalistas avalia que não falta dinheiro à empresa para pagar seus compromissos. Provas disso são o pagamento integral do 13º dos gráficos, quando os jornais correram risco de não serem impressos; pagamento de 25% do 13º quando os trabalhadores da TV Alterosa pararam pela primeira vez; pagamento integral dos trabalhadores da emissora no interior, quando aderiram ao movimento; pagamento de outra parcela do 13º quando trabalhadores da emissora e do jornal decidiram nova paralisação, na semana passada.
O que vem acontecendo é que os Diários Associados privilegiam os lucros dos seus condôminos em prejuízo do cumprimento das obrigações trabalhistas. Essa situação foi denunciada pelos quatro sindicatos de trabalhadores ao Ministério do Trabalho, em reuniões de mediação, e à população, em manifestações nas portas das empresas e em boletins distribuídos em praças de Belo Horizonte.
O movimento recebeu adesão dos jornalistas dos Diários Associados no Rio de Janeiro, que também pararam o trabalho duas vezes na semana passada e realizam assembleia nesta segunda-feira 18/1.
Eles também têm sofrido atrasos nos salários e desrespeito a outros direitos trabalhistas. Os jornalistas do Correio Braziliense, veículo dos Diários Associados em Brasília, também manifestaram solidariedade ao seus colegas mineiros. A Federação Nacional dos Jornalistas divulgou nota oficial de apoio ao movimento. Sindicatos e jornalistas de outros estados, como os do Paraná, manifestaram-se pelas redes sociais.
A tentativa de intimidação do movimento, com a presença de mais de cem policiais militares do Batalhão de Choque na porta da TV Alterosa, no dia 29 de dezembro, teve repercussão internacional. Os quatro sindicatos denunciaram o assédio moral e práticas anti-sindicais por parte da empresa.

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