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Ronaldo, o ex-prefeito de Pains e atual pré-candidato a prefeito da cidade de Formiga, abriu o encontro dizendo o quando no passado era difícil “carregar” a estrela do PT. Contudo, atualmente, está mais difícil que na época da ditatura militar. E questionou sua própria legenda partidária pelo excessivo republicanismo, que foram demais e que não pode ser assim tão democráticos, pois a direita não é. O partido precisa ser mais pragmático.
Logo no inicio a vice-Presidenta do Partido, Gleide Andrade, também na abertura não deu nenhuma declaração, somente ao final em entrevista para o Divinews foi que falou (veja matéria em breve).
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O ex-prefeito Demetrius Arantes, que se declarou abertamente que tem predileção por ser candidato a ocupar novamente a cadeira de prefeito de Divinópolis. Também reforçou a fala de Ronaldo, ao dizer que quem reparte demais, acaba mal na história. Demetrius explicou para os críticos que sempre o questionam se ele é socialista, progressista, afirmou que não gosta de rótulos e que se acha humanista, assim como é o PT. O ex-prefeito disse também que as instituições como um todo são perfeitas, as imperfeições ficam por contas das pessoas que fazem parte de tais instituições e que não se pode generalizar uma instituição por causa de uma ou outra pessoa. Criticou ainda os que se arvoram paladino da justiça, mas que foram os que mais fizeram o povo sofrer.
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Demetrius teceu criticas ao partido, dizendo que é preciso rever algumas coisas dentro do PT. E que vê na pessoa da Presidente Dilma, uma pessoa integra, mas que ela precisaria entender melhor o projeto macro do partido, um projeto de Brasil. E ainda que a presidente precisa atender mais as necessidades dos companheiros em suas necessidades.
O ex-prefeito falou também das agruras do setor siderúrgico dizendo que das 19 siderúrgicas de Divinópolis, 3 passam por um processo literalmente de demolição. E ainda que das 19 somente três estão funcionando e que o setor está em um caminho muito ruim para a economia do município.
Finalizou considerando uma afronta dos oposicionistas provocar a Justiça em uma situação de impeachment totalmente inconstitucional.
No tão esperado discurso do ex-Ministro Luiz Dulci. Ele disparou contra as elites do país, ao dizer que todos os governos que tentaram ser justo socialmente tiveram problemas. Os governos que tentaram repartir melhorar a vida do pobre, dividindo melhor o bolo, mas sem tirar nada dos ricos, todos tiveram problemas e foram duramente atacado pelas forças conservadoras do pais. Dulci citou os nomes dos ex-presidentes Getulio Vargas, João Goulart e Juscelino Kubistcheck, que as elites diziam na época: “Juscelino não pode ser candidato, se for candidato não pode ganhar, se ganhar não pode tomar posse e se tomar posse não pode governar”.
Dulci contou que durante os 12 anos dos governos petistas de Lula e Dilma, 40 milhões deixaram de ser miseráveis e esse dado é conhecido internacionalmente. Não é o PT quem fala, é o mundo quem fala sobre isso, e a elite fica muito incomodada com a Ascenção dos mais pobres. Ele contou um caso quando foi lançado o Bolsa Família, ocasião em que a grande mídia atacou veementemente o projeto. Então Lula, falou para o ministro Patrus Ananias que fosse visitar os barões da mídia, e o todo poderoso da Abril, com certeza na época, Roberto Civita, afirmou que o problema era: “VOCES ESTÃO GASTANDO DEMAIS COM OS POBRES”. O ex-ministro diz que todos os presidentes que tentaram fazer reformas sociais, foram derrubados, “Tem que governar embaixo da autoridade e do chicote, esse é o pensamento da elite”.
“Em 100 anos o Brasil possui 130 escolas técnicas e em 12 anos foram criadas 450 novas escolas técnicas federais. No governo de Fernando Henrique Cardoso foi criada uma única Universidade, a Federal de Tocantis e nenhum campus universitário. Já no governo Lula, foram criadas 17 novas universidades e 142 novos campos”. Informou Dulci.
Impeachment
Sobre o pedido de impeachment aceito pelo presidente da Câmara Eduardo Cunha, em uma representação do advogado Hélio Bicudo, que a própria família diz que ele estaria doente, com problemas mentais e chegou a enviar uma carta para o PT pedindo desculpas pelos ato do pai, já que Bicudo foi um dos fundadores do partido. Dulci na entrevista para o Divinews lamentou a irresponsabilidade de Eduardo Cunha, que por vingança aceitou o pedido de impeachment contra a presidente Dilma, que não tem nenhuma base jurídica é somente um ato de vingança e que acaba prejudicando o país. “É golpe sim! A presidente Dilma não fez nada que outros governos anteriores fez, inclusive um presidente do PSDB. Não tem base para impeachment – Eu aliás fiquei muito orgulhoso de que a bancada do PT não tenha aceitado a chantagem do deputado Eduardo Cunha”.
O ex-ministro, quanto ao posicionamento do PSDB, em especial de Aécio Neves disse que o partido foi um dos principais aliados de Eduardo Cunha e que foram os tucanos que o incentivaram e apoiaram para ele ser presidente da Câmara dos Deputados e ainda ajudou Cunha a aprovar a pauta bomba, cortando coisas absurdas que tem um custo enorme para o pais – “E o PSDB agora está aliado com Eduardo Cunha neste processo de impeachment – Eu acho que o povo brasileiro saberá avaliar, dando uma opinião bastante critica sobre a responsabilidade que o partido (PSDB) está tendo, em apoiar a irresponsabilidade do Eduardo Cunha”.
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Outro assunto que foi abordado exclusivamente pelo Divinews, que o ex-ministro Dulci tem posição formada a respeito, foi quanto as astronômicas verbas publicitárias do governo federal, que através da SECOM-PR engordaram os cofres dos grandes veículos de comunicação, como o grupo Abril, que edita Veja e o grupo Globo, que durante o governo Lula, de tantas campanhas, fez com que a Globo saldasse uma monstruosa e antiga dívida, de milhões. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República que ao logo dos dois mandatos de Lula e um de Dilma foi comandada por pessoas oriundas da grande mídia, como Maria Helena Chagas e Thomas Traumann, que só recentemente foi ocupado pelo petista Edinho Silva. O tecnicismo e o republicanismo de secretaria levou a grande mídia a ficar cada vez mais gorda e continuar o seu voraz ataque aos governos trabalhistas. A Secom-PR, se caracteriza com o verdadeiro “dormindo com o inimigo e amanhece devorado”. E até hoje a grande mídia recebe milhões de reais, para divulgar campanhas absolutamente desnecessárias, mas sobre os gastos do governo com publicidade, nenhum meio dá sequer um pio. O problema é que cada vez a grande mídia quer mais, e só para elas. Não querem de forma alguma repartir o bolo.
Sobre esse assunto, Luiz Dulci se posicionou favorável a descentralização das verbas publicitárias do governo federal, em níveis dos estados e mesmo municipais. Para que os recursos sejam melhores distribuídos e não centralizados na Globo e outros mais.
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