“O fechamento das fronteiras foi decidido para que as pessoas que cometeram esse crime possam ser detidas. Sabemos de onde veio esse ataque”, afirmou Hollande. “Temos que mostrar compaixão e solidariedade, mas temos também que mostrar união. A luta será sem piedade”.
Agências de notícias internacionais estimam um número ainda maior, não confirmado pelas autoridades francesas. A cidade conta com um esquema de segurança sem precedentes para localizar os responsáveis pelo massacre.
A chanceler alemã Angela Merkel afirmou que “este ataque à liberdade não é voltado apenas a Paris, mas direcionado a todos nós” e ofereceu apoio à França.
Foram realizados seis ataques simultâneos na cidade: a tomada de reféns na casa de shows Bataclan, três explosões próximas ao Stade de France, onde acontecia um jogo de futebol das seleções francesa e alemã, e tiroteios em diversos bares e cafés no centro.
Pelo menos dois terroristas conseguiram fugir, de acordo com fontes policiais. Oito foram capturados e mortos e outros sete morreram ao causar as explosões nas imediações do estádio de futebol.
O ministério do Interior abriu uma página especial onde recebe informações da população a respeito dos responsáveis pelo ataque.
Mesmo com o reforçado esquema de segurança, serviços de transporte aéreo e ferroviário já estão em funcionamento. Permanecem fechadas as universidades, escolas, repartições públicas, centros de lazer e diversão noturna.
A última vez que foi declarado o estado de emergência em todo o território francês foi durante a Guerra da Argélia, que aconteceu entre 1954 e 1962.
Líderes de países como Irã, Egito e Paquistão condenaram, nas últimas horas, os ataques, que a presidente Dilma Rousseff classificou como “barbárie”. Aliados tradicionais, como Estados Unidos e Reino Unido, também já manifestaram repúdio aos acontecimentos da noite de ontem.






