Deputado Fabiano Tolentino (PSD) vota contra aumento de ICMS em Minas, já Fabio Avelar, “fugiu” e ficou doente

Publicado por: suporte

 
O Projeto de Lei (PL) 2.817/15, do governador Fernando Pimentel, aumenta em dois pontos porcentuais a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de diversos produtos, como refrigerantes, ração tipo pet, alimentos para atletas, telefones celulares, câmeras fotográficas e de vídeo, equipamentos para pesca esportiva, aparelhos de som e vídeo para uso automotivo, perfumes e cosméticos.

O texto aprovado também eleva de 25% para 27% a alíquota do ICMS sobre serviços de comunicação, como telefonia, internet e TV por assinatura. No caso da energia elétrica para consumidores comerciais e prestadores de serviços, a alíquota do imposto passará de 18% para 25%.

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“Não concordo com a justificativa do Governo que esse aumento é para assegurar o equilíbrio financeiro do Estado. O brasileiro, em especial o cidadão mineiro, já carrega um fardo pesado no pagamento de tantas taxas e impostos. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o brasileiro trabalha uma média de 150 dias por ano só para pagar impostos. Para pagar o ICMS, trabalha um mês inteiro. Agora, imaginem com esse aumento do ICMS, que em Minas, é um dos mais caros do país. No final das contas, esse aumento vai estagnar a economia e a população é vai pagar por isso”, afirma Tolentino, um dos 27 deputados da oposição que criticaram o aumento da carga tributária no Estado.

O discurso da oposição é que o inchaço da máquina pública é o grande problema e esse projeto do Governo não ataca esse problema, pois não prevê nenhum tipo de corte de gastos, preferindo penalizar a população. “Durante um período de crise econômica, como a que vivemos agora, precisamos cuidar melhor das nossas contas, cortando onde é possível. O Governo deveria fazer o mesmo. Empresários e comerciantes irão sofrer com esse aumento, com o risco das médias e pequenas empresas, prefiram fechar as portas do que não conseguir pagar suas contas”, prevê o deputado Tolentino.

Enquanto isto, o deputado Fábio Avelar, de Nova Serrana, que naquele município obteve, 24.034 votos, e não seria eleito se não fosse a contribuição de outros municípios, entre os quais Divinópolis, onde obteve 1.736 votos, ficou “doente” nas duas votações e não compareceu.

O PL 2.817/15 agora segue para aprovação do Governador Fernando Pimentel. Aprovado, a previsão é que as novas alíquotas entrem em vigor a partir de janeiro de 2016.

 

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Produtos/Serviços

 

Alíquota atual

 

Nova alíquota

Bebidas alcoólicas (exceto cerveja, chope e cachaça)
27%
25% a 32%
Cerveja e chope
20%
25% a 32%
Cachaça
18%
18%
Cigarros
27%
27%
Armas
Telefones celulares
12%
14%
Refrigerantes
18%
20%
Ração tipo pet
Alimentos para atletas
Câmeras fotográficas e de vídeo
Aparelhos de som e vídeo para uso automotivo
Equipamentos para pesca esportiva
Água-de-colônia
18%
27%
Perfumes e cosméticos (exceto xampu, sabonete e filtro solar)
25%
27%
Serviços de comunicação, como telefonia, internet e TV por assinatura
Energia elétrica para consumidores comerciais (exceto igrejas, entidades beneficentes e hospitais)
18%
25%



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