Vítima de toda essa busca por poder, existe uma sociedade passiva aos ilícitos e que, pela repercussão das últimas semanas, começa entender o porquê Divinópolis se transformou na perigosa cidade que hoje é. Onde não se pode estacionar o carro nas ruas, trabalhar tranquilamente, andar pela cidade, e, sequer, sentar em um bar famoso para degustar tira-gostos e tomar geladas cervejas, pagas com o resultado do suor que os infratores deixaram de roubar.
A solução do problema não reside apenas nas forças policiais. Arriscaria dizer que pequena parte é responsabilidade dos profissionais que mais são vistos pela população. Existem várias falhas processuais, que de tão garantistas, tornam garantida a impunidade. Mas o pouco que pode ser feito, só é feito por policiais motivados, dedicados ao juramento que honraram ao entrar nas fileiras das instituições. Motivados a ficar, praticamente, dias detidos no quartel, por ação legítima que evitou que um reincidente ladrão, com vários mandados de prisão expedidos a seu desfavor, continuasse a realizar roubos no centro da cidade e a ameaçar a população que o rodeava.
Os policiais sentiam-se motivados a ficar longe de suas famílias por certo tempo, por equívocas interpretações judiciais, cientes que tinham realizado o serviço com excelência e seriam reconhecidos por tal ação. Motivação essa que inexiste quando personagens que deveriam ser leais parceiros passam a tratar os policiais como bandidos, como se estivessem em lados opostos.
Com um cenário como esse, torna-se ineficaz ligar 190 para resolver algum problema, que não seja o de registrar os fatos. Os policiais de Divinópolis se transformaram em meros relatores de Boletins de Ocorrência. Eficaz deve ser procurar a Promotoria do Cidadão, quando se espera alguma ação repressiva, na Avenida Antônio Olímpio de Morais, n. 338, 9º andar, centro. Lá sim tem profissionais motivados a resolver o problema da Segurança Pública em Divinópolis.
A escolha que os profissionais da Segurança Pública fizeram os tornam, muitas vezes, insatisfeitos e entediados por saírem para a rua, com a simples visão de registrar fatos que forem provocados. Reflete a essência de sobrevivência na frágil corda em que pisa. E pisa bêbado, pelo já exposto. Até que toma um chá de lucidez e deixa de pisar. Deixa de ser policial e se transforma, evidentemente, em meros registradores de fatos passados, ungindo por chegar ao local após a concretização da ação ilícita.
Autor Desconhecido.
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