O que existe de fato, além dos possíveis entraves burocráticos e jurídicos, que envolve a decisão de recuar do Ministério Público na estratégia que tinha traçado anteriormente para a gestão do hospital, pelo menos até setembro, quando encerra o contrato com a DICTUM, além do aceite dos gestores do Município, e aí leia-se o do prefeito e sua equipe técnica de saúde, e a política, que envolve o partido, PSDB e o seu ícone, o deputado federal Domingos Sávio. Segundo fonte, a partir de uma reunião que ocorreu em Belo Horizonte, surgiu um entrave relacional entre a secretária adjunta Alzira de Oliveira Jorge e o promotor Sérgio Gildin, que teria se sentido incomodado com a firmeza da secretária e que em um determinado momento, ele teria lembrado para a secretária que era um promotor, uma autoridade, no que ela teria respondido que naquele local, todos também eram autoridade. Diante do fato, o Promotor estaria disposto a não mais conversar com a secretária adjunta, mas somente com o titular da pasta, o secretário Fausto Pereira dos Santos.
O “entrevero” entre os dois, praticamente se confirma com a sinalização que foi dada, quando o Portal Centro-Oeste publica uma matéria em que o promotor Sérgio Gildin, em entrevista para a jornalista Amanda Quintiliano, diz que apesar da proposta ter sido assinada pelo secretário de Estado, foi encaminhado pela secretária-adjunta, Alzira Jorge e esse é um dos motivos que irá leva-lo a pedir uma reunião com Fausto Pereira, para saber se ele (secretário) tem consciência de tudo que foi relatado no documento.
O teor da proposta da gestão compartilhada, na verdade não foi divulgado oficialmente para a imprensa, e ninguém sabe ipsis litteris o seu total teor, o que existe são elucubrações de parte de seu conteúdo. Mas, que é condicionante o afastamento da DICTUM, isto é fato. Já quanto ao congelamento da dívida, ou calote, como está dizendo a oposição do governo Pimentel, que atualmente está em torno de R$ 120 milhões, com dividas de empréstimos bancários e dívidas com os mais diversos fornecedores, entre outras possíveis, inclusive as trabalhistas, além da criação de um novo CNPJ para começar a gestão compartilhada do hospital, também pode ser ilação, embora o assunto, segundo fonte faz parte do pacote na proposta enviada.
A população de Divinópolis e região, espera que “coisas” menores e posicionamento radicais movidos por vaidades, não crie impasse em uma negociação tão séria que envolve salvar vidas.
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