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Como afirmou o atual diretor clinico da hemodinâmica, Gustavo Lobato, não se sabe de onde teria partido a ordem para ilegalmente proibir que o médico exerça a sua profissão dentro do hospital São João de Deus, se do médico/prisioneiro, Geraldo Couto, vergonhosamente preso na penitenciaria de Formiga por suspeita de falcatruas, se do superintendente do hospital São João de Deus, Afrânio Emilio, que no passado trabalhou no Hospital São Judas e o deixou em uma difícil situação financeira, mas que naquela época era conhecido apenas como Emilio e no seu retorno à Divinópolis, omitiu que já esteve na cidade à frente daquele hospital, ou ainda de Ariston Silva, que tem uma nublada empresa, Dictum, que não existe é apena um setor do também nublado Instituo Axis, e desconfia-se que ele seja apenas usado para as ações de Geraldo Couto, já que era Geraldo quem estava sempre presente nas reuniões mais fechadas do HSJD (Veja fala de Hilton de Aguiar)
O vereador citou as diferenças de gestão da cidade como um todo comparando com outras, falou que na cidade de Pará de Minas, o prefeito de lá mandou a COPASA sumir e em FORMIGA foi descoberto que Geraldo Couto, quase quebrou a Santa Casa e de lá o Ministério Público daquela cidade conseguiu tirar Geraldo Couto da cidade de Divinópolis, que ele não poderia mais atuar na UPA.
“Engraçado, senhor presidente, no Ministerio Público da nossa cidade, não vejo este tipo de coisa, ao contrário, até com o respeito que eu tenho pelos mesmos (se referindo aos promotores), ali no hospital São João de Deus, eles falam que esta tudo bem. Está tudo bem uma ova. Hospital quebrando, o camarada que tomava conta está preso por irregularidade na cidade. Lá sim, Pará de Minas, o prefeito é o cão mesmo, mandou a Copasa sumir, fez tudo certinho. E aqui na cidade de Formiga o Ministério Público e os juízes conseguiram tirar essa maçã podre que existia no meio da Santa Casa de Misericórdia da cidade de Formiga. Parabenizo então aos promotores e aos policiais da cidade de Formiga, lá sim o pessoal faz as coisas acontecer. Só aqui em Divinópolis, tudo aqui é ao contrário. O pessoal parece que tem uma venda no olho. Tudo aqui pode” se indignou o vereador Hilton de Aguiar.
“Inclusive senhor presidente, participei de uma reunião, às escondidas no Hospital São João de Deus, eu me deparei com o assunto da hemodinamica, inclusive quem comandava a hemodinamica era o Dr. Carlos Bueno. Inclusive no São João de Deus não existe mais a hemodinâmica. Todas as pessoas que estão com problema eles estão mandando para Pitangui, Oliveira, enfim, aqui por perto – Inclusive o Dr. Carlos Bueno, depois vou conversar com ele. Eu sei que no São Judas tem, no Santa Lúcia tem, no Santa Mônica tem, todos os hospitais tem (se referindo a hemodinâmica), e lá no São João de Deus retirou (Ele quis se referir ao médico Carlos Bueno), com certeza é uma perseguição”, afirmou Hilton.
No episódio do cerceamento do médico Carlos Bueno exercer sua função laboral dentro do hospital, muitos médicos criticam que ao longo de todo esses meses, o médico Jorge Geraldo Tarabal Abdala, como delegado do Conselho Regional de Medicina na cidade, e que também participou da reunião, na ocasião em que o Ministério Público desancou, além do médico hemodinamicista, Carlos Bueno, os demais que lá estiveram presentes, e todos, “temerosos” ficaram calados e acuados, nenhuma providência foi tomada pelo Conselho Regional de Medicina sobre o fato em si e depois sobre a irregular proibição para Carlos – O fato é que, a partir das decisões do MP de Formiga, é que o MP de Divinópolis, poderá chegar à conclusão que foi enganado, e que a razão estava e está, é com os profissionais médicos do HSJD e não com o médico/prisioneiro Geraldo Couto
Hilton contesta qualquer informação de que não seria Geraldo Couto quem de fato era o gestor do Hospital São João de Deus, “Não vem falar que ele não tomava conta, que ele tomava conta sim. Participei de reuniões com ele no Hospital São João de Deus. Como ele conseguiu tirar a hemodinamica do HSJD, sendo que vários pacientes estão indo para Belo Horizonte e cidades vizinhas. É uma covardia que foi feita. Já que o Ministério Público está tão atento a questão da saúde, quero pedir que ele aprofunde mais nos problemas do Hospital São João de Deus. Senão, é vergonhoso falar isto. Temos que pedir ao Ministério Público e ao Judiciário de Formiga para interceder pela nossa cidade, no Hospital São João de Deus, será muito vergonhoso, por que com certeza alguma coisa errada no hospital tem. Não tem como o hospital está passando por uma situação dessa”.
O vereador finalizou seu pronunciamento afirmando que o Ministério Público de Divinópolis, “cruzou os braços” e reafirmou que Geraldo Couto fazia parte sim da DICTUM, pois teria participado de reunião com ele, até no Ministério Público. E disse: “Ministério Público vão acordar aí”.
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Já o vereador Nilmar Eustáquio, na mesma reunião da Câmara, no último dia (30/4) afirmou que tentou convocar uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito, para apurar recursos públicos do município no hospital, cerca de R$ 4 milhões que teriam sido desviados. O que contraria a tese do MP, quando da ocasião em que o vereador Hilton de Aguiar, foi convidado a se retirar da reunião com os médicos, tendo como justificativa que a reunião seria privada do hospital. Pois se existe recursos públicos, os vereadores, qualquer que seja, tem a prerrogativa de estarem presentes para fiscalizar o dinheiro público do municipio.
O vereador continuou afirmando estar muito decepcionado com a Câmara e com os deputados sobre o caso. Ele disse que a Comissão Especial, criada para investigar o HSJD, não funcionou, e que nenhuma reunião foi marcada, nenhuma investigação foi feito, sobre o rombo no Hospital São João de Deus.
Nilmar, especificamente sobre o cerceamento do trabalho do médico da hemodinâmica, afirmou que recebeu denúncias e que sempre é parado na rua por vários médicos que o parabenizam por ele denunciar “a pouca vergonha que está no hospital, tem mais gente envolvida, tem gente grande no meio. Tem tente grande e poderosa apadrinhando, tudo que aconteceu. Mas não sou doido de dar nomes. Tem coisas que você tem certeza, mas não provas. A prova vai consolidar certas coisas que nós sabemos, mas não podemos falar. Tanto é verdade que o senhor Ronan que esteve no meu gabinete, ele não é santinho, mas não é capeta. Não foi ele sozinho não – Nós estamos acompanhando aí o desenrolar do caso Geraldo Couto”.
O edil disse que a prisão de Geraldo Couto é a confirmação de tudo o que ele vem denunciando desde de 2014 e ninguém deu ouvidos. A seguir leu a denúncia que recebeu: “Tem uma denúncia aqui senhor presidente que diz o seguinte: “Está acontecendo uma irregularidade no Hospital São João de Deus, que a população não está sabendo, tem cerca de três meses que a hemodinâmica está sem funcionar, totalmente parada. E para onde estão indo os pacientes deste tratamento. No rastro desta denúncia quero saber também por que motivo e quais são as pessoas envolvidas que proibiram que o Dr. Carlos Bueno da hemodinâmica foi proibido de trabalhar no hospital”.
O vereador finalizou sobre a denúncia dizendo que iria apurar junto ao próprio médico, a direção do hospital, a DICTUM, que está administrando atualmente o hospital, e se necessário, irá até a justiça também, para saber por que a hemodinâmica está fechada e por que o Dr. Carlos Bueno foi proibido, tirando o direito do médico de trabalhar e para onde estão indo os pacientes”
Nilmar fez outra grave denúncia também, que medicamentos para pacientes com câncer não estaria sendo repassados para a ACCCOM.
Ao finalizar seu pronunciamento Nilmar, nas entrelinhas provocou o vereador Edimilson Andrade, que foi contrário a instalação da CPI e continua intransigentemente defendendo a gestão DICTUM à frente do hospital, ao dizer que qualquer vereador independentemente de estar ou não em determinada comissão tem a obrigação de agir em interesse da população. “Tem gente que acha que você só pode trabalhar em uma área só se for da comissão daquele assunto – Então estarei apurando, estarei apresentando nas próximas reuniões a versão deste questionamento feito a este vereador e a todos vereadores dessa Casa”
O Divinews entrou em contato com o escritório da Delegacia Conselho Regional de Medicina, em Divinópolis e eles não souberam informar a existe qualquer denúncia sobre o caso, e direcionou o assunto para o setor de processos da Assessoria Jurídica do CRM em Belo Horizonte, que por sua vez afirmou que as representações são sigilosas e que não poderia falar sobre o assunto, desnecessariamente nos dirigiu para a Assessoria de Imprensa que confirmou a existência de uma legislação que proíbe a divulgação de qualquer informação sobre procedimentos em andamento, somente após a definição que se torna pública. Contudo, pelo “andar da carruagem”, nada foi feito. O médico serviu de “boi de piranha” ou como queiram “jogado na cova dos leões”, e no final, naquela ocasião, todos saíram bem na foto. Somente Carlos Bueno teve, em tese, também naquela época, o filme queimado. E que agora a situação se reverte, e ele fica MUITO BEM NA FOTO, e seus detratores, MUITO MAL, pessimamente com a FOTO INCENDIADA.
Para um melhor entendimento dos fatos leiam os links de matérias anteriores.
– Clinicas especializadas do Hospital São João de Deus param no fim de setembro/início de outubro
Link para uma matéria que comprova a prática da DICTUM em cercear o trabalho dos médicos
– DICTUM interventora nomeada pelo MINISTÉRIO PÚBLICO para gestão do HJSD proíbe que médicos atendam pacientes do HOSPITAL DO CÂNCER, depois volta atrás
Matéria publicada no Jornal Agora
Promotor garante que hospital está ‘excelente’ depois da intervenção administrativa
Devido à demora da reunião, grande parte da imprensa voltou para as redações sem informações. Por cerca de quatro horas, vários repórteres de jornais impressos, sites e TVs, esperaram por uma coletiva, marcada no dia anterior para as 17h, o que não aconteceu. As informações do encontro foram proibidas de serem repassadas aos jornalistas, até mesmo pela assessoria de comunicação do Hospital, que também ficou na mesma situação.
Ontem, por telefone, o promotor de Justiça Sérgio Gildin conversou com a reportagem do Agora e relatou partes da reunião. Ele contou que o clima foi pesado e após o seu pronunciamento inicial, os médicos puderam colocar em pauta questionamentos e considerações.
De acordo com o promotor, a oportunidade serviu para esclarecer as informações declaradas pelo cardiologista Carlos Bueno contra Geraldo Couto. Ele garante que as acusações são infundadas e absurdas.
– Este médico [Carlos Bueno] que se diz representante do corpo clínico, mas na verdade não é, não diz nada de regular. Ele relatou informações desencontradas que nada tinham de acusações – disse.
Para o promotor, há desencontros e muita falta de informação sobre a Dictum. Ele acredita que as acusações contra Geraldo Couto e a empresa interventora partiram de um pequeno grupo que defende interesses pessoais.
– Estas acusações só servem para gerar instabilidade na casa e muitos estão se aproveitando da situação – destacou.
Gildin afirmou que o São João de Deus corria o risco de fechar as portas e com a chegada da Dictum, a instituição vem melhorando a cada dia. O promotor disse que confia totalmente na empresa e que há quatro meses a casa vem funcionando com 100% de sua capacidade.
O promotor ainda afirmou que o hospital está ‘excelente’, mesmo com um saldo negativo que ainda beira a casa dos R$80 milhões. Ele garante que desde setembro, quando a Dictum assumiu a administração do hospital, o déficit de 2,5 milhões da casa, já caiu 1/3.
Sérgio ressaltou que o déficit do convênio ‘São João de Deus Saúde’ também caiu pela metade, em comparação com setembro último.
A partir de agora, ficou decidido pelo Ministério Público que o órgão irá estreitar os laços com o corpo clínico, conquistando mais diálogo.
– A promotoria está interessada na questão hospitalar e nos processos internos, não em questões de interesses pessoais. Na reunião de ontem [quarta-feira] estiveram presentes vários médicos que estão contribuindo para a reestruturação do hospital – concluiu.
O cardiologista proprietário do setor de hemodinâmica da instituição, Carlos Bueno, preferiu não se pronunciar sobre o assunto.
Os diretores da Dictum, segundo a assessoria de comunicação do Hospital estão em viagem e não puderam esclarecer os questionamentos da reportagem.
MovCidade
Diante do relato da promotoria, o presidente do Movimento Popular da Cidade (MovCidade), Leo Santos, ponderou que a reunião foi correta e necessária dentro do hospital, uma vez que os atritos prejudicam muito o andamento da intervenção e atrasa a recuperação da instituição.
– Percebo que o MP precisa acompanhar mais de perto a atuação da Dictum, evitando esses ruídos na comunicação, como também possíveis irregularidades nos processos. O descontentamento dos médicos e seu posicionamento são legítimos e precisamos ter lucidez para separar o que é corporativismo e o que é uma gestão inadequada, que lesa profissionais e diretamente usuários – analisou.
Demissões
Anteontem, o promotor Sérgio Gildin também se reuniu com a diretoria do Sindicato Profissional dos Enfermeiros e Empregados em Hospitais, Casas de Saúde, Duchistas e Massagistas de Divinópolis (Sindeess) para esclarecer as dúvidas da classe quanto às recentes demissões.
Segundo a presidente Denísia Aparecida da Silva, Gildin garantiu à direção do Sindicato, que a questão das demissões não compete a ele, porém com a dívida e o ‘inchaço’ de funcionários com remuneração 30% maior que o mercado, fica complicado reestruturar a casa. Denísia ainda relatou uma revelação de Gildin:
– Haverá necessidade de realizar mais demissões na casa – disse Denísia, reproduzindo a fala do promotor.
Denúncias
No dia 22 de janeiro, o corpo clínico do hospital protocolou uma carta-denúncia ao promotor da Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde/ Oeste (CRDS), Ubiratan Domingues, contendo inúmeras situações pelas quais os profissionais da casa estavam passando.
No documento, há acusações ao processo administrativo do São João, desde o agravamento da crise financeira, passando pela atual administração. A carta apresenta, sobretudo, questionamentos sobre a conduta do assessor da Dictum, em Divinópolis, Geraldo Couto, e a discrepância de diversas informações de modo geral, repassadas por ele.
O documento registra a insatisfação da categoria, há cerca de cinco anos. Durante este período, o corpo clínico descreve que já se confrontou com o hospital, em sérias dificuldades econômicas, por razões nunca devidamente esclarecidas e muitas vezes atribuídas às atitudes dos médicos.
O manifesto também destacou precariedade nos serviços prestados, falta de medicamentos básicos, insumos hospitalares principais, órteses e próteses e dívidas milionárias com importantes fornecedores, dificultando assim o trabalho dos especialistas.
Os médicos ainda relataram, na carta, o direcionamento de cirurgias cardiovasculares para Formiga.
De acordo com o documento, na cidade vizinha, não há equipe credenciada para este tipo de procedimento e o São João estaria ficando apenas com casos quase inoperáveis, difíceis e caros. Já as cirurgias de alta complexidade foram canceladas, em quase sua totalidade, pela falta de vagas no Centro de Terapia Intensiva (CTI) adulto, após implantação do sistema ‘Vaga Zero’.
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