Ronan, ex-superintendente do HSJD, conta tudo na Câmara de Divinópolis, antes faz revelações em entrevista coletiva

Publicado por: suporte

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Ronan deixou claro, em resposta a pergunta da repórter da TV Candidés, que não foi ele quem pediu a CPI, dizendo que foi o vereador Nilmar Eustáquio quem pediu, e que ele (Ronan) procurou o vereador para dizer que estava de pleno acordo com a instalação da CPI, por que ele quer ver os fatos esclarecidos e tentar pôr um fim na boataria.

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Respondendo a pergunta da jornalista do Portal Centro-Oeste, Amanda Quintiliano, sobre a afirmativa dele, que nunca pegou um centavo do hospital, contudo a auditoria da Price detectou um que 3% dos R$ 120 milhões da dívida, seria desvio, se ele saberia quem poderia ser o responsável. Ronan respondeu que não faz nenhuma ideia e é a pessoa mais interessada em saber. “Se houve desvio de fato e para onde foi – Tendo a plena consciência que eu não participei de nada disto, tinha pessoas muito próximas que até hoje tenho plena confiança em tais pessoas, mas gostaria de saber se fui traído por alguém – Eu estou interessado em ver este relatório. Por que se a auditoria identificou um desvio, obviamente ela sabe para onde foi esse dinheiro, tenho muito interesse”

Ronan explicou também que, por suas constantes viagens, costumava deixava dezenas de cheques assinados, que ficavam guardados no cofre e que o pessoal da administração posteriormente quando necessário pagar alguma conta, coletava a assinatura de outras pessoas que assinavam os cheques junto com ele. “O que eu disse foi o seguinte, inclusive no relatório do Denasus, este eu recebi, foi a primeira auditoria feita, que eu deixava cheques assinados em branco, claro que deixava, sempre deixei. Por que todos os cheques precisava de duas assinaturas, só com a minha assinatura não valia nada. Como eu viajava muito, sempre a serviço, eu ia para São Paulo, Rio, para fora do país com frequência. A cada dois meses no máximo eu ia a algum pais da América Latina, então eu tinha que deixar cheque assinado. As vezes 20, 30, 50 cheques assinados. Ficavam quadrados no cofre e a medida que fosse preciso a outra pessoa assinava – Quem assinava era o pessoal da diretoria do hospital – A questão toda é que se houve desvio, precisa ser mostrado para onde foi esse dinheiro, supostamente desviado”.

O ex-superintendente explicou também que suas prestações de contas anuais foram todas aprovadas pelo Curadoria de Fundações. “Todos os anos o promotor curador de fundações assinou as constas do hospital, todos os anos. Nunca deixou de assinar, nunca deu problema”

O editor do Divinews perguntou: “As contas foram aprovadas pelo promotor (Curadoria de Fundações)? Ronan reafirmou: “Todos os anos foram assinadas, antes de serem publicadas, as contas são publicadas anualmente, ela vai antes para a Promotoria, passa pela Promotoria, todos os anos”.

Ronan continuou respondendo a outra pergunta do editor do Divinews. Desta vez sobre a diferença do valor da dívida, que ele em entrevista para o Jornal Agora disse ser de R$ 70 milhões e agora são R$ 120 milhões.

“Eu não sei nada que aconteceu no hospital depois de março de 2012, quanto eu sai – Meu pai teve internado lá, mais de 30 dias e nem para visita-lo eu fui lá. Nunca mais voltei lá”.

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“A construção não foi uma opção minha, foi uma exigência do estado e existem documentos que comprovam isto. Que foram assinados pelo meu antecessor, e eu cumpri com isto Para isto tive que pegar dinheiro emprestado. Por que o Estado nunca deu nenhum centavo. Nem o Estado, nem o município, ninguém. Então tive que pegar dinheiro emprestado – Peguei para construir e equipar aquele prédio peguei emprestado R$ 35 milhões, e mais R$ 7 milhões para acertar contas com fornecedor. Então foram R$ 42 milhões de reais que eu peguei, junto a Caixa Econômica Federal – Com juros pré-fixados e tempo pré-fixado. Esses empréstimos já terminaram, eles já foram pagos. Que eram empréstimos feitos com garantia de recebimento do SUS. Já recebia a parcela do SUS devidamente descontadas essas parcelas – Não dá para dizer que esta dívida aumentou por causa de juros, isto não é possível dizer, por que não foi isto. Pode ter sido alguma outra coisa. Eu não sei o que aconteceu depois que eu sai”, explicou Ronan sobre a dívida da construção do anexo do hospital, que na época chamavam de “O novo São João de Deus”

Ronan, em resposta a uma nova pergunta da jornalista do Portal, disse que realmente foi um risco a construção do hospital sem ter o dinheiro, através do endividamento. Entretanto, ele disse que antes teria conversado com os deputados, com o prefeito, mas nunca recebeu ajuda alguma.

Quase finalizando a entrevista, o ex-superintendente disse que não existe nenhuma acusação formal contra ele, e o que existe são pessoas falando coisa sem saber dos fatos. E que nunca foi chamado pelo Ministério Público, ou pela polícia como ele tem ouvido falar. E que foi ele quem tomou a iniciativa de procurar o Ministério Público Federal e a Policia Federal se colocando antecipadamente à disposição e que nunca foi acusado de nada.

“O que existe na verdade são pessoas que não sabe o que aconteceu e acabam fazendo acusações e ai a boataria se espalha de forma gigantesca”, lamentou Ronan.

Ele explicou também que saiu de Divinópolis para trabalhar, que inicialmente foi para o Mato Grosso e lá trabalhou por seis meses e depois foi para Goiânia, onde estava antes de voltar. E voltou por que perdeu o emprego em consequência de questões políticas de Divinópolis. Interferência com políticos de lá, diretamente com o próprio governador (Marconi Perillo-PSDB, foi reeleito no 1º turno, disputando contra Iris Resende, do PMDB).

Ronan finalizou dizendo que, mesmo morando fora estava sempre em Divinópolis, e que ficou calado todo este tempo por uma questão de sobrevivência.
 


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