Depois de várias declarações bombástica feita para uma mídia impressa da cidade (Jornal Agora), publicado na edição desta quinta-feira (13), o ex-frei Ronan Pereira, e ex-superintendente do Hospital São João de Deus, reapareceu também nesta quinta por volta das 17 horas, no gabinete do vereador Nilmar Eustáquio para, além de pedir o seu auxilio acelerando o procedimento da instalação da C.P.I que tem como objetivo investigar as aplicações dos recursos municipais empregados no hospital, confidenciou algumas importantes informações não apenas sobre o tempo de sua gestão como superintende, mas posteriormente também, já que por um grande período pessoas da confiança de Ronan continuaram trabalhando na administração daquela unidade hospitalar.
Ronan em sua entrevista para a mídia impressa fez pesadas declarações contra o Ministério Público, entre elas disse ter dúvidas quanto a atuação da entidade e que a intervenção ministerial nomeando a empresa DICTUM como gestora só fez piorar a situação do hospital com o fechamento de várias clinicas e questionou ainda que a Promotoria aceita tudo que a interventora faz de forma passiva. O ex-superintendente questionou ainda o valor atual da dívida, dizendo que deixou R$ 70 milhões e não R$ 120 milhões
O vereador Nilmar Eustáquio, após seu pronunciamento na sessão ordinária desta quinta-feira, provocou que a Comissão Financeira e Orçamentária, acrescida de mais três vereadores, saísse da inércia e apatia e marcasse logo uma reunião já para a próxima semana. (veja matéria com Edmar Rodrigues).
Nilmar, em entrevista por telefone, para o Divinews afirmou também que Ronan Pereira será ouvido pelo vereadores da Comissão, logo após a reunião da próxima terça-feira (18). “Pois ele tem muita coisa a falar”, disse o edil.
O parlamentar finalizou dizendo que se as “coisas” começarem a travar em Divinópolis ele vai procurar ajuda na Assembleia Legislativa de Minas, em uma das Comissões Temática ligada à questão da saúde.
O Divinews entrou em contato por telefone com o Promotor de Fundações, Sérgio Gildin, com o objetivo de esclarecer a disparidade de valores. Quando Ronan diz que a dívida é de R$ 70 milhões e não de R$ 120 milhões. Gildin explicou que no valor de R$ 120 milhões, está incluida a dívida do empréstimo bancário feita na gestão de Ronan mais outras dividas, como exemplo, com diversos fornecedores.
O que se questiona no mercado, é por que razão somente agora o ex-superintendente apareceu? Depois de muitas agruras da população e dos funcionários. Que seria muito inocência de sua parte pensar que em uma época de informações que se propaga à velocidade da luz com a internet. Sendo ele inocente ou culpado, diante dos acontecimentos de um hospital com uma crise deste tamanho, e que ele foi seu principal executivo, os fatos não reverberassem Brasil afora interferindo em sua carreira profissional. É quase inocência.






