Vaidade empurra Aécio Neves ao suicídio político anunciado…

Publicado por: suporte


Aécio, confiante nos seus tempos de praia, espera surfar a “onda” de oposicionismo histérico construída pela mídia a partir de uma guerra econômica prolongada e de um caso de polícia e bandido, cuja alimentação seletiva feita por um grupo de policiais e promotores, com o beneplácito de um juiz de primeira instância que se candidata a Joaquim Barbosa II.

Se fosse mesmo observador, ainda que de praia, Aécio saberia que ondas não apenas passam como, muitas vezes, “enchem”: perdem a força e não levam o surfista a lugar nenhum.

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O tucano está cometendo um erro crasso em política e em marketing: o da superexposição – E o da superexposição pelo radicalismo, o que é ainda pior, porque lhe transmite um ar de inconformismo pós-eleitoral.

De pouco ou nada adianta que formalmente diga que não se vincula aos que pregam golpe militar e impeachment se, nas reuniões e manifestações da intolerância é o “rei dos coxinhas” – Convenhamos: Aécio não tem densidade política para ver-se como um Napoleão no exílio, cuja volta as massas exigirão.

Ninguém sem o porte de um estadista – o que absolutamente lhe falta – consegue se manter candidato por quatro anos – O que consegue é tornar-se tão ou mais estigmatizado que Serra, que se inviabiliza nas eleições nacionais por partir, exceto em São Paulo, de uma repulsa eleitoral generalizada.

Aécio começou o processo eleitoral com uma rejeição de 20% dos eleitores. Chegou ao final do pleito com mais que o dobro – Agora, aceita tola e vaidosamente o papel de “general da banda” histérica que a mídia, espertíssima, lhe atribui.

Vai ser gasto até ficar poído e restrito à histeria – Talvez, se olhasse a seu lado e visse o que aconteceu com Marina Silva depois que entregou-se a este papel, não o fizesse.

É estúpido acreditar no próprio discurso de que Dilma ganhou pela máquina do governo, pelo Bolsa-Família, pelo “bovinismo” que, pejorativamente, atribuem aos pobres em geral e aos nordestinos em particular.

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Mesmo que se acredite nisso, como supor que ela ganhou metade dos votos que não foram seus ou dele no primeiro turno?

É simples e evidente: Aécio, do político simpático e agregador que recebeu até mesmo os elogios e alianças de petistas, travestiu-se de lobo feroz.

Nos 20 dias de segundo turno, perdeu o favoritismo com que emergiu do primeiro e só não sofreu derrota maior por artes da Veja e seu golpe publicitário criminoso às vésperas das eleições – Agora, no pós-eleição, com uma disposição poucas vezes vista em sua carreira política, está se esforçando para ser o primeiro dos radicais e, portanto, o último dos agregadores.

O que faz um tolo não é apenas a mediocridade. É a mediocridade dominada pela vaidade primária de quem acredita que passou a ser o que nunca foi.


Fonte: Tijolaço
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