A situação da maternidade não é novidade, já era previsto que isto ocorreria, mais cedo ou mais tarde, já que houve um aviso no inicio do mês de outubro. Contudo, a Dictum não se precaveu, não se antecipou ao fato e não tomou nenhuma providências.
O médico obstetra Carlos Henrique em contato com o Divinews, quer deixar claro para a população, para que não ocorra deturpação, que o motivo da paralisação não é de ordem financeira e que eles não “cruzaram os braços”, é sim de total falta de condições técnicas de trabalho, e que o próprio CRM- Conselho Regional de Medicina afirmou que é uma temeridade e um risco que eles continuassem a atuar da forma que estavam atuando, em condições precárias, agravada pelos furos na escala. “Por que criança não espera para nascer, por isso os plantões tem que ter continuidade”.
Carlos, afirmou que há cerca de 60 dias que eles estavam alertando para a empresa interventora DICTUM que se os furos continuassem os profissionais obstetras iriam parar, mas nada foi feito.
O obstetra explicou que em muitas cidades que o SUS é de gestão plena, as prefeituras costumam complementar as tabelas, fato este que não acontece em Divinópolis. “E muito pelo contrário não repassa o que tem que repassar”, disse o médico.
Carlos falou que até para usar o ultrassom era complicado, às vezes em uma semana tinha apenas dois dias que era possível usar o equipamento que é de fundamental importância para a obstetrícia.
Na manhã desta segunda-feira (03) em uma reunião na Prefeitura, o prefeito Vladimir Azevedo informou que havia solicitado ao secretário de Saúde, David Maia que providenciasse a assistência às gestantes do município para que elas fossem atendidas nos hospitais particulares da cidade até a resolução do problema.
O Divinews em contato com o secretário de saúde, David Maia, na noite desta segunda-feira (03) obteve a informação oficial que o hospital Sofia Feldman em Belo Horizonte, atenderá às gravidas de alto risco, enquanto o Santa Lucia e o Santa Mônica para o atendimento habitual. Contudo, a porta de entrada da maternidade continuará ser através do Hospital São João de Deus utilizando o protocolo de Manchester que definirá para qual unidade hospital a grávida será direcionada.
Quanto aos plantões existem muitas divergências e entendimentos do número ideal de plantões e profissionais. O secretário David Maia explicou para o Divinews que existiam 106 plantões já definidos no HSJD e que faltavam apenas 14 plantões, equivalentes a 3,5 plantões por semana e que, com somente mais dois obstetras tal defasagem seria sanada.
Em resposta ao questionamento do Divinews sobre a previsão do término da crise da obstetrícia no HSJD, David afirmou que a SEMUSA está preparada para um longo período.


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