O delegado explicou que no dia que estava de plantão na Unidade de Pronto Atendimento, em novembro de 2013, estava atendendo uma paciente de 46 anos que apresentava um diagnóstico de problema no coração, mas que era alérgica ao medicamento dipirona. A versão inicial que consta nos autos é que o médico não teria se atentado para o fato e mesmo assim teria prescrito o medicamento para a paciente. Contudo na entrevista desta quarta-feira, Tarabal esclareceu que no prontuário ele teria rabiscado a prescrição de dipirona e receitado outro medicamente, o tramadal, oral ou o tramal, venoso, mas que a enfermeira não se atentou para isto e aplicou a dipirona que já estava riscada no prontuário. E que a própria enfermeira posteriormente reconheceu a sua falha. E em consequência deste equivoco a paciente após ingerir a dipirona foi a óbito quatro horas depois.
E na semana passada o juiz da Vara de Fazenda, Núbio Parreira, deferiu um pedido de indenização contra a Prefeitura de Divinópolis em favor dos dois filhos da paciente que foi morta em consequência do erro, condenando o município a pagar R$ 211 mil reais.
Ocorre que, um certo veículo de comunicação publicou a notícia e citou o nome de Jorge Tarabal, como se ele fosse o réu, quando na verdade o réu diante da justiça é o município de Divinópolis, e como se não bastasse, o veículo faz um link da morte da paciente com a situação caótica do Hospital São João de Deus, como se a responsabilidade da má gestão do hospital fosse do médico.
O delegado do CRM-MG afirmou que solicitou, por enquanto de forma extrajudicial, que lhe fosse concedido o direito de resposta do referido veículo de comunicação, mas até o momento (quarta-feira, 24) não recebeu qualquer resposta.
Jorge Geraldo reafirmou as denúncias dos médicos do HSJD que estão com seus salários atrasado, com falta de medicamentos básicos, trabalhando em condições sub-humanas. E que as Clinicas Médicas vão realmente parar progressivamente, a de obstetrícia já a partir desta quinta-feira não receberá mais nenhum paciente, continuará atendendo os que já estão, mas não receberão novos pacientes, excetos se os gestores admitirem novos médicos para substituir os que vão parar. Já a pediatria paralisa suas atividades no final do mês e a equipe de UTI no início de outubro.
O delegado do CRM, além de relembrar as mortes que ocorreram possivelmente em consequência da falta de oxigênio, em que o gestor da UPA, Geraldo Couto, inocentemente admitiu que a rede ficou desassistida por cerca de 35 minutos, relatou uma nova morte que ocorreu no dia 1º de setembro, quando um paciente renal crônico foi transferido sem os devidos cuidados da UPA para o HSJD e morreu.
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