O primeiro fato ocorreu em 9 de abril de 2008, quando a Policia Federal, também pela primeira vez na história do município, na Operação Pasárgada prendeu Demetrius Arantes e outros 11 prefeitos de Minas supostamente por liberação irregular de verbas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Posteriormente divulgou-se, e o próprio Divinews também o fez, que o ex-prefeito conseguiu comprovar sua inocência, e que a PF errou.
O segundo foi em junho/outubro de 2008, quando Demétrius logo após o episódio da PF, o dez, como os mais próximos o chamam, perdido, não se importou quando o vereador Marcos Vinicius se auto lançou como candidato a prefeito de Divinópolis. Depois, quando percebeu o que tinha acontecido, ficou magoado com o suposto oportunismo de Marcos que o pegou fragilizado com a prisão, então Demetrius retrocedeu e queria lançar o nome de Vera Prado, e o presidente da legenda (PSC), na época, Geraldo Passos, não retrocedeu e bancou a indicação de Marcos Vinicius como candidato a prefeito. Demétrius no final do prazo das convenções partidárias tentou sob pressão que o presidente da legenda voltasse atrás, como não conseguiu, em retaliação nas eleições, em outubro, liberou sua equipe de cargos de confiança política lotados na Prefeitura para apoiar o candidato tucano, Vladimir Azevedo. Muitos apoiaram, tanto é que continuaram no governo, no primeiro escalão, como Lúcio Espínola, Darcio Abud e Kelsen Rio, entre outros.
O terceiro fato, foi em outubro de 2012, no apagar das luzes da campanha para prefeito, resolver sair da toca e apoiar o petista Beto Curi que estava em Brasília trabalhando no governo Lula e Dilma havia mais de oito anos. E aportou na cidade, mas ao perder logo levantou âncora e voltou para a capital para cuidar de seus interesses e deixou a cidade ao leo e nunca mais voltou e se envolveu com os problemas da cidade. Com o apoio ao candidato petista, Demétrius tirou as chances reais de Galileu e de outros candidatos e colocou a reeleição no colo de Vladimir Azevedo, com seus prováveis 5 ou 6 mil votos no máximo.
O fato é que diante da grande rejeição de Vladimir Azevedo, por uma série de erros até mesmo desnecessários, quem não saiu bem da administração pública municipal tenta retornar ao cenário como herói.
Em que pese algumas importantes realizações durante a gestão de Demétrius, embalado por sua relação pessoal com algumas figuras proeminentes da política daquela época, como Walfrido dos Mares Guia, que o aproximou do presidente Lula. Contudo, não se pode também esquecer que além da Operação Pasárgada, a Policia Federal investiga irregularidades nas obras do PAC e seu nome é citado no processo em que o delegado Benicio da PF está investigando, e estão ainda envolvidos dois ex-secretários que entraram na Prefeitura por suas mãos, Lucio Espinola, gerente do PAC e depois superintendente e Dárcio Abud Lemos que ocupou vários cargos na gestão de Demetrius e depois migrou para a gestão de Vladimir Azevedo, isto sem contar com Kelsen Rios, ex-procurador do município, que não está mais no governo e nem em Divinópolis.
Já o PT no município, desde que desceu do governo do tucano Domingos Sávio, quando ele foi prefeito, e posteriormente ao término do governo Demetrius, passa ao largo de quase todos os problemas, exceto pela participação isolada de um ou outro militante. Quanto partido constituído esteve todo tempo em Marte. Não se envolveram na mais prosaica ação. Estão distante dos anseios da população divinopolitana. O único vereador do partido tem atuação sofrível, tanto é que sua rejeição no bairro Niterói, que o elegeu é muito alta. Foi eleito como Edmilson do Niterói e depois mudou para Edmilson Andrade. Esta é uma das “broncas” dos moradores.
Só para lembrar os problemas recentes da cidade, que são os aguapés tomando o Rio Itapecerica, que está mobilizando a cidade de uma ponta a outra em uma verdadeira comoção. Em nenhum momento o ex-prefeito Demetrius Arantes se manifestou a respeito, como não se manifestou em nenhuma outra mazela da cidade. Lembrando ainda que, foi em sua gestão que a Câmara autorizou a negociação do Executivo com a Copasa e posteriormente Vladimir assinou um contrato que foi autorizado pela Câmara na administração dele. E mais Beto Curi, antes das eleições de 2012 estava quieto em Brasilia, só se preocupou com a cidade durante a campanha, e logo após vazou novamente para a capital e quando retornou foi sempre em caráter particular, não por qualquer demanda da cidade. E o presidente da legenda em Divinópolis, é um zero á esquerda no que tange aos problemas dos divinopolitanos, se preocupa somente com o seu candidato a deputado federal, de quem é assessor, o deputado federal Reginaldo Lopes
Desta forma, é pouco provável que o PT local agregue qualquer votação à campanha do candidato ao governo de Minas, Fernando Pimentel. O mérito dos números positivos em Divinópolis é do próprio candidato e a rejeição natural aos tucanos. E não a militância, que não existiu e nem existe.
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