De acordo com o prefeito Vladimir Azevedo, o salvamento do rio Itapecerica tem ocorrido em frentes distintas de trabalho. O sistema de esgotamento sanitário, sob responsabilidade da Copasa, e o projeto de recuperação física somam-se a retirada efetiva dos aguapés, prevista para iniciar no mês de agosto. “Estamos trabalhando com menos da metade das chuvas de dois anos atrás, tendo um decréscimo a cada ano de chuvas que gera nesse início de período de seca já um pico de baixas de águas que nós temos na cidade. Buscamos um embasamento técnico e depois de estudos que fizemos na área ambiental do município com biólogos de carreira da cidade, vamos dar início à contratação de uma balsa para que comecemos uma limpeza, até que venha o período chuvoso. Então, nós trabalhamos firmes para que no mês de agosto já tenhamos esse trabalho funcionando no Rio Itapecerica, processo compreendido entre a ponte do Niterói e Porto velho” declarou o prefeito.
Chamada de papa-aguapés, a balsa usada para a retirada de todo o material do rio deve chegar à cidade a partir da segunda quinzena de agosto. “É um trabalho que a principio não tem fim, nós estamos fazendo no período de seca para amenizar esse efeito atípico, um volume muito adensado pela seca até que venha o período chuvoso” pontua Vladimir.
Tratamento do Esgoto
Durante a apresentação, o prefeito Vladimir Azevedo convocou o representante da Copasa para trazer detalhes sobre o cronograma de obras da empresa que prevê 100% do tratamento de esgoto da cidade. O gerente do departamento de Operações Centro-Oeste da Copasa, Maurício Paulo Pereira, ressaltou a implantação da Estação de Tratamento de Esgoto da Bacia Pará/Itapecerica , em operação desde o ano passado e a licitação para a contratação da ETE Itapecerica. “Nós já temos uma ETE em operação do Rio Pará, em condições de receber todo o esgoto daquela bacia. As novas estações nós já estamos finalizando todos os processos do edital para preparação para toda documentação técnica e jurídica que será publicado em breve, com previsão de início de obras para janeiro de 2015. E conclusão já com as estações implantadas iniciando o tratamento do esgoto no fim de 2016. Esse é o planejamento que a Copasa realizou lá em 2011 que estamos perseguindo para fazer acontecer essa demanda e atender as necessidades de população de Divinópolis” apontou o diretor.
Os baixos índices de precipitação pluviométrica, 1.200 milímetros em 2009 e 600 milímetros em 2014, preocupam a Copasa. “A situação não é atípica somente em Divinópolis, nós podemos dizer que é em Minas Gerais. Nós estamos vivendo esse ano, 2013 e 2014 uma situação atípica, com período de estiagem extremamente severo, ou seja, nós estamos registrando precipitações pluviométricas menores que registradas nos últimos 20 anos. Uma situação que estamos vivendo que não se registrava nos últimos 20 anos. A Copasa tem 540 estações que monitora todas as condições de todo o estado. Essas estações demonstraram que a bacia aqui na nossa região, é que está a pior situação, ou seja, os mananciais Itapecerica/Pará que compõem a bacia estão registrando vasões em junho e julho que deveriam estar sendo registradas em setembro outubro, no final da seca. A situação hoje é complicada e nós temos algumas cidades da região já operando no limite. Inclusive, nós estamos fazendo uma campanha de racionalização do consumo” explica Maurício.
Recuperação física
Mais um importante passo da Prefeitura de Divinópolis pela despoluição e revitalização do Rio Itapecerica, é a realização de estudos de concepção e a elaboração de um projeto para a recuperação ambiental do Rio Itapecerica, com vistas à adoção de medidas e obras de engenharia de contenção e controle de enchentes, desassoreamento da calha do rio, recuperação e proteção das margens, além de melhoria e ampliação do sistema de drenagem pluvial da bacia do Rio Itapecerica, evitando-se, desta forma, os impactos negativos. “ Nós fizemos uma licitação para contratar uma empresa. A empresa vencedora é a Dan Engenharia Ltda. Ontem, nós tivemos uma reunião junto a empresa explicando o que é necessário ser feito no rio. O estudo vai apresentar os pontos críticos de assoreamento do rio, onde barrancos caíram, onde o nível do rio está raso e precisa desassorear. Nós temos uma linha de crédito com o governo federal, de 35 milhões, que está disponível para o município gastar esse dinheiro, após a conclusão desses projetos. Nós temos um ano de prazo para fazer o projeto, nossa ideia é fazer no menor período possível, acreditamos que conseguimos fazer ele em até 8 meses, até o final do ano começo de 2015 nós já estamos aptos a licitar para começarmos a executar as obras” declarou o Rodrigo Resende.
A reunião realizada na sede da Associação dos Municípios da Micro Região do Vale do Itapecerica (Amvi) também contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Rodrigo Kaboja, o biólogo da Prefeitura, Claudemir Cunha, o coordenador da Defesa Civil, Dreyfus Rabello, imprensa e vereadores.
FONTE
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