Na operação, a prefeitura disponibilizou 20 homens para o trabalho, entre engenheiro, biólogo e profissionais da área operacional. Três caminhões, incluindo um caminhão muque, cedido pela Gerdau, e ainda um barco, de responsabilidade do Corpo de Bombeiros, também auxiliam nos trabalhos.
De acordo com o biólogo da secretaria de Meio Ambiente, Claudemir Henrique da Cunha, o aguapé é uma vegetação aquática que, em quantidade controlada, pode ser benéfica ao rio. “Os aguapés têm seu lado importante, pois ajudam a filtrar a água no ambiente poluído, mas em grande volume, pode ser danoso, por acumular lixo e areia. Além disso, quando se formam esses ‘tapetes verdes’, a luz do sol não bate sobre a lâmina d’água, aumentando a composição de matéria orgânica e diminuindo o índice de oxigenação”, esclareceu.
Segundo o secretário de Meio Ambiente e Politicas Urbanas, Pedro Coelho, a princípio, os trabalhos de retirada dos aguapés ficarão concentrados próximo ao estádio do Guarani, próximo à ponte. “Esta região concentra um volume de vegetação aquática, e, após estas primeiras chuvas, temos condições propícias para adequado para a retirada dos aguapés. Salientamos que se fizéssemos a movimentação da raiz deste tipo de plantas, que filtrou as impurezas todas as impurezas no período sem chuvas, poderíamos ter causado uma grande mortandade de peixes. Agora, com um maior volume de água, e segundo as orientações técnicas que recebemos, entendemos ser o melhor momento para esta ação”, informou.
O prefeito Vladimir Azevedo acompanhou o início dos trabalhos. Para ele, a retirada da vegetação aquática vai melhorar o aspecto do rio. “A paisagem do rio nos angustiava, mas agora chegou a hora de retirar esses aguapés. Temos ainda estas obras abaixo da ponte do Niterói, com a retirada de pedras, fazendo limpeza, desassoreando, que contribuem também para a mudança deste quadro”, disse. “Além disso, temos ainda um projeto reestruturador do rio, de revitalização no valor de R$ 35 milhões de reais, já no Ministério das Cidades, com expectativa muito grande para que seja iniciado no próximo ano. Estamos buscando a solução para que possamos sanear essa região, e quem sabe no centenário tenhamos a primeira estação de tratamento de esgoto do rio, para que o rio Itapecerica esteja a salvo, como sempre sonhamos”, declarou.
A população
Para a operadora de telemarketing, Solânia da Silva, que presenciou o início dos trabalhos de retirada dos aguapés, esta ação é de grande relevância. “Acho muito importante, é necessário e também uma preocupação de todos. É o nosso rio, faz parte da nossa cidade”, opinou.
José Maria Assunção, morador do bairro Porto Velho, também considera positivo este trabalho. “Gostei desta ação da Prefeitura. Isto mostra a preocupação das nossas autoridades com o principal rio da cidade”, comentou.
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Foto:Arquivo divinews/Thalles Ikaro






