DCM: “Pó pará, governador”, o papel de José Serra na fama de Aécio

Publicado por: suporte

A matéria de Paulo Nogueira:

“As pessoas devem os problemas de drogas a elas mesmas, ainda que frequentemente procurem atribuir o vício ao mundo cruel – Mas muitas vezes elas são vítimas mesmo numa coisa: nas calúnias que outros espalham – Se Aécio consome ou não cocaína, é uma questão de foro íntimo – e não existe, até aqui, nenhuma comprovação de que o faça, a despeito da fama “.

“Quer dizer: foro íntimo até certo ponto, uma vez que, caso se trate de candidato à presidência, entra em cena o interesse público – Defendi, na eleição de 2010, que Dilma deixasse claro, claríssimo seu estado de saúde, para que os eleitores tivessem certeza de que estariam votando nela e não em seu vice. Não fui ouvido, registre-se”.

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“A maneira mais eficiente de Aécio se livrar dos boatos é com um choque de transparência. Pegue uma junta médica confiável – não vale juntar amigos como fez Barbosa para prender Genoino – e se submeta a uma apreciação”.

“Todo mundo sabia, desde sempre, que a fama iria atrapalhar Aécio em algum momento. Surpresa foi o PSDB não ter levado isso em consideração ao escolhê-lo. (Outra hipótese é a completa falta de alternativas.)”

“Mas eu disse, acima, na questão das calúnias”.

“Aécio sabe a quem responsabilizar por ter colado a cocaína à sua imagem: foi Serra, um selvagem fabricante de dossiês para prejudicar adversários”.

“Nas eleições de 2010, num momento em que Aécio disputava com Serra a indicação tucana, um colunista do Estadão publicou um artigo com o seguinte título: “Pó pará, governador”.

“O jornalista, Mauro Chaves, já morto, era intimamente ligado a Serra.

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O artigo defendia que Serra era a opção certa do PSDB, e não Aécio. O título associaria, para sempre, a imagem de Aécio ao pó.

Serra é assim: um político sem escrúpulos, um – usemos a palavra certa – canalha para o qual a ética é uma abstração. Um Frank Urderwood, de House of Cards, sem a taxa de sucesso dele.

Aécio, neste caso, foi vítima da ambição assassina de Serra.

Os exegetas da política sustentam que a resposta de Aécio – denúncias nas privatizações com vantagens para gente ligada a Serra, a começar pela filha Verônica – daria, por vias tortas, no livro “A Privataria Tucana”.

Mas é outra história.

Na intimidade, Aécio pode dizer umas verdades a Serra. E deve.

Publicamente, sua melhor saída – controlar a internet é patético – é mostrar claramente aos brasileiros que não é o que Serra, pelas mãos de Mauro Chaves, disse que era.

 

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