Existe um gabinete de um determinado vereador que apenas uma única servidora acumula 62 pontos, equivalente ao salário de R$ 6.917,96 enquanto outra ganha R$ 2.343,18 e outras duas R$ 1.227,38. Para realizarem quase que as mesmas funções.
Lembrando que cada gabinete tem direito a distribuir 105 pontos e cada ponto a partir do reajuste de março, passou a valer R$ 111,58 (cento e onze reais e cinqüenta e oito centavos). Que o vereador distribui a seu bel prazer. Às vezes usando critérios nada republicanos, que no meio é conhecido como “rachild” e já houve denuncia neste sentido. É quando o vereador concentra muitos pontos para um único servidor e depois, em alguns casos, é difícil provar pois existe a conivência do próprio servidor, ele repassa parte do dinheiro do seu salário para outras destinações.
No passado um vereador que foi cassado foi acusado por um dos seus assessores em ter que dividir o seu salário com o filho do vereador. Por aí se vê a possibilidade da existência do “rachild”.
Para mostrar a discrepância existente nos gabinetes, dentro da Lei de Transparência, o Divinews solicitou que fosse informada a distribuição da pontuação dentro dos gabinetes de vereador. Contudo, para preservar a intimidade dos assessores, estamos publicando a tabela, retirando os seus nomes.
Segundo informações, a Mesa Diretora apresentará um projeto de Lei, talvez ainda nesta quarta-feira (21) para ser lido na próxima sessão ordinária, na quinta-feira (22) e ser votado na próxima semana. Tudo por uma recomendação do Ministério Público, que já avisou que se nada for feito, vai ajuizar uma ação contra a Câmara, pois tais problemas são antigos e já deveriam ter sidos resolvidos por presidentes anteriores à gestão do atual, Rodrigo Kaboja.
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