
O gestor da UPA, da empresa contratada para gerir a UPA, Geraldo Couto, foi o segundo a usar da palavra, aceitando que muitas dificuldades foram enfrentadas no primeiro mês de atividade, com um fluxo de atendimento muito superior ao esperado. Disse que teve que rever a intenção inicial de reduzir o número de clínicos e está disposto a manter a mesma escala de pediatras, ortopedistas e cirurgiões. Repassou para o CRM um relatório intitulado “Proposta de Organização Assistencial da UPA 24H”, onde são elencadas várias sugestões direcionadas para o melhor funcionamento da unidade.
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O delegado regional do CRMMG em Divinópolis, Jorge Abdala Tarabal, falou da importância da eleição do corpo clinico, e da instituição das Comissões de Ética e Hospitalar. Conclamou que os médicos sejam mais unidos e cobrou a contrapartida da administração municipal na solução dos problemas.
Embora a UPA esteja sendo gerida por uma empresa privada, de propriedade do médico Geraldo Couto, o delegado do CRM esclareceu que a maioria dos médicos que trabalham na Unidade de Pronto Atendimento são estatutário e uma parte é contratada. “É necessário fazer a união de todos, embora existam diferenças salariais entre eles, foi feita uma proposta pela administração de igualar os salários. Mas nós queremos outras garantias, inclusive a questão da nossa gratificação que seja incorporada ao nosso salário”, falou Tarabal.
Tarabal completou dizendo: “Foram tantas promessas não cumpridas pelo governo municipal que teremos que reunir o corpo clínico e motivá-lo para reiniciar o diálogo quebrado pela intransigência da SEMUSA. Assumo o compromisso como representante do CRM, convocar os médicos e juntos enfrentarmos as dificuldades encontradas. Vamos tentar mais uma vez.
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Já o médico Alberto Gigante, também diretor do Sintram, disse estar preocupado com a situação dos alunos das Faculdades de Medicina de Divinópolis e Itaúna que fazem estágio curricular na Upa Ponte Funda. Ele reclamou que neste primeiro mês de funcionamento não conseguiu sequer aplicar a prova de averiguação de conhecimento, dado o intenso volume de serviço. Dr. Gigante alegou que “se sentia na obrigação de repassar esta informação ao presidente do CRM, a quem cabe fiscalizar a prática da medicina no estado. Desta forma não estamos contribuindo para uma boa formação profissional destes acadêmicos e foi por este motivo que convidei os coordenadores dos cursos para participarem da reunião.”
Ao final foi acertado um cronograma de ação entre a direção e os médicos da unidade e o presidente do CRM de dispôs a voltar a Divinópolis, caso necessário.






