Segundo os governistas, tanto dentro do governo quanto fora, o SIM “tem tudo para dar certo”, pois com o novo “desenho” receberá mais recursos do governo federal e será operacionalizado em conjunto com as prefeituras da região e o governo mineiro. Com o foco direcionado à atenção primária.
O SIM para dar certo tem que funcionar milimetricamente. Todas as pontas do projeto têm que estar devidamente amarradas e funcionar em sincronia. Se apenas uma das pontas deixar a desejar tudo será jogado no chão. E o primordial, segundo alguns médicos, é o atendimento na UPA, já que lá será a única porta de entrada do sistema.
E para a UPA dar certo, além do atendimento clinico em si. Existe a logística do deslocamento de diversos pontos da cidade, convergindo para a Ponte Funda. Qualquer gargalo neste fluxo dificultará muito a aceitação do SIM pela população, que poderá virar NÃO.
Um dos diferenciais do SIM é o funcionamento das Unidades Especiais de Assistência à Saúde (UEAS) no horário de 18 às 22 horas. Para não sobrecarregar a UPA (Pronto Socorro) elas precisam funcionar a contento. Assim como será necessário uma eficiente regulação dos 50 leitos do SUS na Unidade 2 do HSJD, que se desloca para o Centro, no antigo Pronto Socorro. Se este procedimento não funcionar bem, o problema terá somente mudado de endereço. E, segundo informações os gestores/interventores do Hospital São João de Deus estão com dificuldades na contratação de pessoal para operacionalizar para esta unidade. Fomos informados que estão oferecendo o salário de R$ 750 reais para os técnicos em enfermagem e R$ 900 reais para os enfermeiros com formação superior. Diante da não aceitação do salário por parte dos técnicos o HSJD estaria oferecendo o valor fixo de R$ 100 reais por plantão.
O alinhamento das ações do SIM passa também pelo funcionamento imediato do SAMU que funcionará junto com a Unidade II do HSJD no centro. No antigo Pronto Socorro.
A opinião geral, entre os governistas é que tem tudo para dar certo. Estão otimistas com o SIM. E entre a oposição é que tem tudo para dar errado, pois foi feito a toque de caixa na ansiedade de receber logo recursos do governo federal e os repasses dos outros municípios. Todavia existe um terceiro grupo que quer dar o seu último voto de confiança à administração municipal, pelo bem da cidade. Mas não é eternamente.
A expectativa da administração municipal é tão grande com o Sistema Integrado Municipal de Saúde que consumiu um bom tempo do prefeito visitando diversas instituições da sociedade civil organizada explicando o SIM. O entusiasmo é tão grande que parece um inicio de governo. Agora chancelado até pelo Ministério Público.
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