A reunião da Audiência Pública solicitada pelo vereador Adair Otaviano (PMDB) começou às 19 horas. Estiveram presentes quase todos os vereadores, uns ficaram presentes durante toda reunião, já outros foram lá apertaram o botãozinho de presença e desapareceram.
Justificaram as ausências, o vereador Delano Santiago e o promotor Ubiratan Domingues. Claro que o líder do governo, Rodyson do Zé Milton também não compareceu.
Um pequeno grupo de servidores públicos que são favoráveis a aprovação do projeto, entrou mudo e saiu calado. O máximo que fizeram foi chegar cedo, e colocar uns cartazes com dizeres de apoio a aprovação do 056/2013. E sequer quiseram gravar entrevista com a imprensa que lá esteve presente.
No fundo, no fundo estavam meio constrangidos. A impressão era que todos estavam em desvio de função por essa razão querem a aprovação do projeto.
Buxixo & Matemática
Inicialmente correu o boato, e foi confirmado por um vereador, que a estratégia era deixar a votação empatar e o voto de minerva ficaria com o presidente Rodrigo Kaboja, que votaria com o governo, favoravelmente a aprovação do projeto.
Matematicamente isto até pode acontecer, mas é preciso que os vereadores envolvidos na engenharia política tenham coragem de encarar os eleitores depois. É o seguinte: com a ausência do Rodyson, a base do governo ficou reduzida para 5 vereadores (Periquito, Edmar Rodrigues, Eduardo Print Junior, Adilson Quadros e Nilmar), número exatamente igual ao vereadores da oposição (Adair Otaviano, Hilton de Aguiar, Anderson Saleme, Edimilson e Delano).
Imaginem se o tal Bloco Independente (Edmar Máximo, Edmar Felix, Marcos Vinicius, Marquinhos Clementino e Careca da Água Mineral) resolva se abster da votação, com a argumentação que existem servidores que querem que o projeto seja aprovado e outros que não querem a aprovação. Mesmo sendo o número de servidores pró-aprovação infinitamente menor, somente 8. Dá “gancho” para que eles procedam desta forma. Mas as conseqüências do ato pode ser fatal eleitoralmente.
Contudo, o vereador Marcos Vinicius, declarou em alto e bom som, que o bloco não votará o projeto, que não tem condição moral. Será que esta fala foi uma senha previa de abstenção ou votar contra, ou manobrar pedindo sobrestamento no projeto? Qual o significado real da frase?
Outra senha para uma possível estratégia montada pelo Executivo foi dada pelo novo secretário de Governo, Honor Caldas, quando ao tentar explicar pelas interferências do plenário que não o deixou falar, ele desistiu e mandou recados cheios de mistérios: “Eu tinha uma proposta e vocês não me deixaram falar” e depois “A história vai julgar pelo menos por eu tentar falar. Quero agradecer, eu tentei ajudar”.
Outro episódio interessante notado no plenário foi quando o cidadão Mário Argentino insistiu que Honor voltasse a falar e colocar o que tinha de proposta. Honor olhou para o agora secretário de Administração, Beto Machado, e Beto fez um sinal com a cabeça para que Honor não falasse qual seria sua proposta.
O vereador Adair Otaviano, lamentou que a administração de Vladimir Azevedo esteja conseguindo dividir os servidores. Além de reclamar que os documentos que são solicitados para o DIVIPREV não entregues.
A grande verdade, dos comentários no plenário por parte dos servidores é o total domínio que o governo tem sobre o superintendente Luis Fernando, que na maior parte de qualquer apresentação de questionamento sobre o DIVIPREV, ele é o que fala menos. Quem comanda são os membros do governo.
Fora o estilo ditatorial do vereador Eduardo Print Junior que conduziu a Audiência Pública, pendendo escancaradamente favorável ao governo na concessão do tempo, não se portando como um magistrado isento do poder Legislativo, já que ocupava a presidência da audiência. Nada mais merece registro, pois tudo que foi falado pelos participantes naquela oportunidade já foi debatido em outras ocasiões. Nada foi novidade.
A verdade é que, a inoperância do DIVIPREV tanto política quanto administrativa e de gestão, é impressionante. Não fizeram estudo nem projeção nenhuma das conseqüências do que pode acontecer com as aposentadorias a curto, médio e principalmente em longo prazo com a aprovação do EM-056/2013. Assim como o governo também não tem certeza de nada. Está tudo no “achometro”. Não contrataram sequer uma empresa especializada já que não sabem fazer. Que vão aprovar o projeto, isto vão. Não tenham dúvidas. Depois o tempo vai dizer como é que fica. Tudo ate agora foi um grande jogo, mise-en-scéne do governo. Sob o olhar complacente de um superintendente governista, claro foi indicado por ele, até o último fio do cabelo, Luis Fernando.
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![]() A direita servidores favoráveis a aprovação do projeto – A esquerda, servidores contra a aprovação. |







