A procuradora-geral adjunta do município, que provavelmente mentiu envolvendo indevidamente o nome do Ministério Público, talvez tenha sido escolhida para colocar o guizo naquele que o executivo municipal elegeu como o seu inimigo principal: o promotor Dr. Ubiratan Domingues.
Nossa análise parte do princípio que a administração Vladimir de Faria Azevedo está eivada de vícios, alguns muito graves. Sabidamente os tucanos sempre conjugaram muito mal o conceito de justiça e se julgam no direito de desrespeitá-la, sob o argumento que estão avalizados por uma mandato popular.
Dr. Ubiratan Domingues não aceita este deslize e tem agido com a máxima correção no cumprimento de sua função constitucional. Por diversas vezes chamou a atenção para as necessárias correções e, se mais não fez, é porque o nosso judiciário não tem sido um bom parceiro nesta empreitada.
Quando o executivo municipal se cala diante da provável mentira de sua procuradora-geral adjunta é possível que ele esteja testando a coerência do nosso promotor, esperando que ele aceite calado o guizo. Temos muitos argumentos para fazer esta análise.
É aí que o silêncio incomoda. Estamos todos aguardando uma manifestação do Dr. Ubiratan Domingues, até porque sabemos que o seu caráter não aceita guizo. Ele já deu prova disto. Porém, existem os maliciosos e oportunistas que por certo irão tirar proveito deste silêncio.
Assim, cabe-nos louvar a iniciativa do vereador Marcos Vinícius em sua atitude de lucidez e preocupação com a imagem do legislativo. Instaurar uma CPI para esclarecer os fatos é do maior interesse público. A pessoa envolvida é servidora municipal e, por força do estatuto dos servidores, deve esclarecimentos ao Legislativo. Precisamos elucidar este fato e esperamos que, caso convocada, esta CPI atue com o máximo de lisura e independência.






