TRISTE, ESCABROSO E CRIMINAL: abuso sexual de criança em CEMEI de Divinópolis – Secretário tenta tergiversar, mas admite que “possa” ter ocorrido

Publicado por: suporte


O caso chegou até o Divinews através de um contato telefônico de um ex-parlamentar que a avó da criança abusada procurou buscando ajuda para o caso tenha um desfecho e a pessoa acusada seja punida, como manda a lei.

No dia seguinte ao contato telefônico fomos para a casa da avó denunciante que muito revoltada e em alguns momentos chorando relatou os fatos.

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Segundo relato da avó (M.C), a criança estudava no Cemei do Bairro Porto Velho e ao retornar para casa no dia 22 de maio deste ano, entre 17 e 18 horas foi diretamente dormir, e dormiu direto, só acordando no dia seguinte reclamando que sua vagina estava doendo, foi quando a avó levou um susto ao ver a calcinha da criança suja de sangue. A avó ao levar a criança para o chuveiro ela entrou em pânico e contou no linguajar próprio da idade como foi que aconteceu o abuso durante o banho e de cara falou o nome de quem cometeu a atrocidade, “L”. A partir do relato da criança a avó começou a entender o pavor que a criança estava em tomar banho desde janeiro, quando ela começou a frequentar o CEMEI.

A avó levou a criança neste dia, 23 de maio, levou a criança ao Cemei e queixou-se com a diretora, que não acreditou no relato e disse que a criança poderia ter machucado em um dos brinquedos do parquinho. A própria diretora chegou a fazer simulações de como a criança poderia ter machucado. A avó não acreditou nem um pouco na versão da diretora que chegou a lhe dizer que o sangramento talvez fosse em conseqüência do antibiótico que a criança estava tomando por causa de uma inflamação na garganta.

No dia seguinte, 24 de maio, como já estava marcado, em conseqüência da inflamação da garganta, a avó levou a criança na pediatra e lhe perguntou se havia alguma possibilidade que o tratamento com um antibiótico causasse sangramento. A pediatra quis saber que colocação esdrúxula era aquela. A avó então lhe relatou o caso e pediu que a neta fosse examinada. A pediatra imediatamente constatou a lesão e disse que ele procurasse a policia para dar queixa e fazer um boletim de ocorrência.

Neste mesmo dia, M.C procurou a delegacia de mulheres que, por falta médico legista em Divinópolis, na mesma hora uma servidora providenciou uma viatura com dois detetives que levou ela junto com a neta e a mãe da criança para fazer o exame de corpo de delito em Formiga. O médico legista ao fazer o exame de corpo de delito, comprovou a lesão realizada com um dedo, como relatou a criança inicialmente para a avó e agora para o médico. O legista na ocasião não colheu, segundo relato da avó, material que pudesse dar margem à existência de sêmen no interior da vagina da criança.

Segundo M.C, o registro policial só realizado posteriormente, pois a delegada da Delegacia de Mulheres, Gorete Rios naquele período não se encontrava, avó imagina que ela poderia estar de férias ou de licença. O fato é que somente no dia 13 de junho, foi feito o Boletim de Ocorrência sobre o caso.

M.C foi por diversas vezes à Delegacia de Mulheres para saber se o médico legista de Formiga tinha enviado o relatório com o laudo, que ele previamente, já tinha confirmado ter sido a criança vitima de uma lesão na vagina.

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Em 26 de junho, M.C procurou o secretário Adjunto de Educação, João Renato para pedir que sua neta fosse transferida de escola. Já que até então, desde o episódio ela estava em casa. Nesta ocasião a avó contou o episódio para o secretário e a neta que estava junto com ela, de uma forma até mesmo lamentável, pela exposição da criança contou quem foi e como foi a violência contra ela. João Renato, concedeu a transferência para outra escola.

No último dia 26 de agosto, a avó M.C, obteve da delegada a confirmação de que teria recebido o relatório do médico legista de Formiga , mas que o relatório “não estava como ela (delegada) queria”, a avó então, já desesperada como o caso estava se arrastando, neste mesmo dia procurou o promotor de Infância e Juventude na expectativa de que o promotor interviesse no caso para que ela tivesse acesso ao relatório. Mas não foi bem sucedida, o promotor Casé, segundo as palavras da avó,  disse que ela deixasse o caso nãos mãos da justiça.

Na última quinta-feira (05) a avó fez o contato inicial com o Divinews relatando por telefone, rapidamente o caso. Já no dia seguinte, sexta-feira (06), fomos até a residência da criança que mora com a avó para ouvir o escabroso relato, que pelo tempo e pelos episódios relatados por M.C, da a impressão que estavam tentando jogar o caso para debaixo do tapete.

Após ouvir o relato, o Divinews foi imediatamente procurar o secretário adjunto de educação na Secretaria para ouvir sua versão dos fatos.

Conversa vai, conversa vem. Tergiversa daqui, tergiversa dali. Cria um rodeio daqui outro dali, faz rodeios, evitando informações claras e precisas sobre o caso. Mas ao ser confrontado e ver algumas imagens de fortes evidências de culpabilidade da pessoa acusada que o Divinews que lhe mostrou através de testemunho. Ele desmorona e muda o discurso e confessa a situação de uma provável homossexualidade da pessoa envolvida.

O secretário disse na ocasião da entrevista para o Divinews que já teriam sido tomadas as providências, que a pessoa teria sido afastada. Mas não foi isto que a avó da criança contou. A pessoa, até então em tese, mas com forte evidências de ter sido a abusadora, segundo a avó até o penúltimo sábado (31/8), ocasião em que houve uma festa reunindo algumas escolas, foi vista tranquilamente circulando no ambiente, como se nada tivesse acontecido.

Mais uma vez confrontado pelo Divinews, o secretário disse que inicialmente mudou a pessoa de função dentro da escola, não permitindo que ela desse mais banho nas crianças e que posteriormente a transferiu de unidade. A informação do secretário não bate com o relato da avó.

O secretário adjunto, também, em uma reunião, segundo versão da avó, teria informado em uma reunião com outros pais que estavam preocupados com o caso, teria dito que o caso do abuso sexual já estava esclarecido e que o relatório do legista apontou a existência de sêmen na vagina da criança. Fato este desmentido veementemente por M.C, já que, o médico legista na ocasião sequer colheu qualquer material que pudesse levar a um resultado deste tipo e que ele (médico) foi categórico ao dizer que o abuso foi cometido com um dedo, reforçando assim o que a própria criança diz para quem quiser ouvir. E convenhamos, é muito difícil uma criança de apenas três anos mentir de forma tão natural.

A avó quer que sejam tomadas as providências que a lei manda e não tentarem silenciá-la. E o Divinews vai acompanhar o caso de perto, bem de perto.

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