Bombeiros de todo o país conseguiram anistia administrativa e criminal após terem feito greves em todo o país entre 2010 e 2011. A decisão foi tomada no Senado Federal por volta de 1h da manhã desta quinta-feira(11). A PLC 51, de 2013, já havia sido aprovada na Câmara de deputados na terça e foi votada em caráter de urgência.
Entre os anistiados, estão os 14 bombeiros que foram expulsos da corporação pelo governador Sérgio Cabral após a greve realizada em fevereiro de 2011 no Rio, quando tomaram o quartel dos Bombeiros no Rio.
Dentro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o projeto de anistia aos bombeiros, que está atualmente engavetado, deve retomar à pauta após quase dois anos. A expectativa, segundo bombeiros que estão em Brasília, é de que a aprovação da anistia pelo senado dê mais força para que o projeto de lei 644, de 2011, assinado por 63 dos 70 deputados, volte a ser posto em votação e seja aprovado também na Alerj.
Quanto ao uso do helicóptero, o Ministério Público vai investigar
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP) abriu nessa segunda-feira investigação para apurar as denúncias de uso indevido do helicóptero oficial pelo governador Sérgio Cabral. A determinação é do procurador-geral de Justiça, Marfan Vieira, que tomou a medida “de ofício”, ou seja, por iniciativa própria, sem a necessidade de ser provocado pelas partes.
A revista Veja, na edição desse fim de semana, publicou denúncia sobre o governador Sérgio Cabral usar o helicóptero oficial para atividades particulares nos fins de semana a fim de se deslocar para Mangaratiba, na região sul fluminense, onde tem uma casa de praia.
Em Brasília, onde teve um compromisso oficial pela manhã, o governador negou a denúncia e disse que a frota de helicópteros não foi criada por ele e que todos os governadores no Brasil têm helicópteros à disposição do Estado.
“Muitos têm até aviões, coisa que o governo do Estado não tem. Estamos falando de mobilidade de ir para a sua casa e voltar. A mobilidade de pegar o helicóptero quando a sua casa é fora da cidade do Rio de Janeiro. Não sou o primeiro a fazer isso no Brasil. Outros fazem também, e faço de acordo com o cargo que ocupo. Não estou fazendo nenhuma estripulia”, disse.






