Segundo os manifestantes, alguns vereadores chegaram mesmo a passar em frente a Casa Legislativa. Mas, com receio, pois sabem que estão atuando contra o povo e tão somente a favor dos seus próprios interesses e do Executivo em uma troca indecente de favores, sequer param.
A sabem muito bem que tudo isto está ocorrendo pela subserviência indecente que o Executivo está do Legislativo. Não existe debate não existe nada que consiga por fim a essa relação promiscua. Que o Executivo aprova qualquer coisa que é enviado para o Legislativa, sem debate alguma e a toque de caixa.
Todos os 14 vereadores da base governista, mal começaram a Legislatura estão totalmente queimados diante da população. O prefeito lhes fez este favor. Em troca de alguns cargos que os vereadores possuem na prefeitura para acomodar parentes e cabos eleitorais que trabalharam para eles nas últimas eleições. Quase todos têm cargos na administração.
O próprio vice-presidente da Câmara, atual presidente em exercício, Marquinhos Clementino (PSL) confessou que a subserviência é em conseqüência da cobrança que os eleitores lhe faz para realizar esta ou aquela “obra”, calçamento, capina, etc. Se ele não estiver bem com o Executivo seus pedidos não são atendidos.
Os vereadores caminham na contramão da população. Eles não sabem ou não querem entender que os eleitores dão mais valor a fiscalização que a realização de obras. Obras é atribuição e dever do Executivo. Em tese, as demandas deveriam sair direto dos moradores e líderes comunitários para o Executivo. Mas, os vereadores convenientemente se colocam e buscam esta atribuição atuando como intermediários para “comprar” alguns votinhos. Obra não é atribuição do Legislativo e sim do Executivo.
A conivência entre todos, até mesmo o povo, os eleitores, que procuraram equivocadamente os vereadores, quando deveriam procurar é o Executivo. É isto que gera a subserviência dos vereadores com o Executivo. Os eleitores também têm “culpa no cartório”, precisam deixar de procurar os vereadores com essa finalidade, procurá-los sim, para exigir ficalização.






