GREVE EM MINAS: “governador dá tiro no pé” – Segundo o SINDPOL-MG “ninguém pode para a força dos ventos da mudança” – Sind-UTE afirma que vai denúncia Anastasia

Publicado por: suporte


É lamentavelmente que um magistrado se dê a esse serviço, rompendo o pacto constitucional, para atender a um capricho do governo, que não quer que a realidade do fracasso das políticas de sua gestão seja revelada em momentos em que todos os holofotes do País e do mundo, estão focados no estado, em virtude dos jogos da Copa.

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Ao contrário do que se propunha, a ação do governo não conseguiu barrar a força das manifestações dos sindicalistas da base da Polícia Civil e da educação, e que o governo conseguiu foi indignar todos os demais sindicalistas do Estado que agora, diante da ameaça de repressão e multa, estão redobrando suas convocações por manifestações durante todos os eventos esportivos em todo o Estado.

O governo e o desembargador correm o risco de serem desmoralizados e se instalar uma verdadeira anonímia, pois a exagerada multa ameaçadora de 500 Mil Reais por dia, corre o risco de virar gozação.

Ninguém respeita o absurdo, é como se diz o ditado popular: “a diferença entre o veneno e o remédio é a dose”. Minas Gerais, de tradição contestadora, revolucionária e libertária desde 1789, terra da inconfidência mineira de ícones como Tiradentes, Teófilo Otoni e outros, pode se tornar palco, das maiores manifestações públicas da história desse País, tudo isso em razão da intolerância, arrogância e irresponsabilidade política do governo, de setores do judiciário mineiro, que ao invés, de dialogar em busca de solucionar problemas administrativos e sociais, insistem em protelar, ignorar e reprimir jogando o lixo para debaixo do tapete, e muito mais cedo do que se espera esse barril de pólvora, tão grande quanto às dimensões constitucionais desse Estado, vai explodir e se instalar o caos.

É exatamente isso, que os sindicalistas que querem evitar, manifestando e reivindicando do governo.

Assim desde a publicação do acórdão surreal do desembargador Barros Levenhage, centenas de manifestações de solidariedade ao SINDPOL/MG e ao SINDUTE, bem como a causa da segurança e da educação, estão sendo enviadas juntamente com a confirmação do compromisso: “já que o SINDPOL/MG e o SINDUTE estão proibidos, agora somos-nós que vamos para a rua manifestar”.

Essas manifestações de apoio vem desde centrais sindicais a grupos e seguimentos sociais, insatisfeitos com a postura dos governos e de seguimentos do poder judiciário que parecem viver em outra atmosfera, não atingidos pelos problemas sociais que tanto incomodam a sociedade, como crime, a onda de violência, as drogas, a falta de estrutura e sucateamento da segurança, da educação, da saúde pública, a inflação, que corroí os salários dos trabalhadores e os aumentos astronômicos de passagens, alimentos, das tarifas energia elétrica, de água etc.

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Em fim, essas manifestações ficam cada vez mais fortes demonstrando de que ninguém consegue parar a força dos ventos das mudanças, ninguém!

 

 
 
O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) e o Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sindpol-MG) recorreram, ontem, da decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que proibiu qualquer manifestação dos servidores durante a Copa das Confederações, no entorno do estádio Mineirão ou em qualquer outro logradouro do Estado. Os professores e os policiais, em greve, disseram que irão manter seus protestos sob o risco de ser multados em R$ 500 mil, por dia, como prevê a liminar do TJ.
 
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A presidente do Sind-UTE, Beatriz Cerqueira, classificou a liminar concedida ao Estado de autoritária. “O governo poderia ter nos chamado para negociação, evitando a greve. O tribunal nem sequer tentou mediar um acordo entre o sindicato e o Estado. Se a justificativa do desembargador é a preocupação com a Copa das Confederações, não há motivos de a proibição se estender a todo o Estado”, criticou. Segundo Beatriz, a manifestação na próxima segunda-feira, na igreja São Francisco, na Pampulha, que já estava programada, será mantida.


Os policiais irão manter a panfletagem que realiza no centro da cidade. “Vamos mostrar para os estrangeiros que eles não estão seguros”, disse o presidente do Sindpol, Denílson Martins. A reação do funcionalismo ganhou o apoio do bloco oposicionista Minas Sem Censura, na Assembleia Legislativa. Segundo Sávio Souza Cruz (PMDB), parte dos deputados da bancada irá comparecer aos protestos. “Minas Gerais quer judicializar os conflitos e mostrar ao Brasil um Estado de fantasias”, disse o peemedebista.
 

 
Após reunião junto aos deputados de oposição, representantes do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) e o Sindicato dos Servidores da Polícia Civil Estado de Minas Gerais (Sindpol/MG) informaram que as manifestações previstas para os próximos dias estão mantidas. Além disso, as entidades vão recorrer da liminar da Justiça que proibiu protestos em todo o Estado durante a Copa das Confederações.
 
A presidente do Sind-UTE e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Beatriz Cerqueira, afirmou que a greve poderia ser evitada caso o governo tentasse negociar com os educadores e ainda questionou que haja uma preocupação com o evento da Copa das Confederações, uma vez que a proibição não é apenas para Belo Horizonte, onde haverá jogos, mas também em todo o território mineiro. Além disso, Cerqueira garantiu que vai denunciar o governador Antonio Anastasia por crime contra a organização do trabalho junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT).
 
Já o representante do Sindpol, Denilson Martins, afirmou que o ato de manifestar é tão essencial quanto respirar e que o governo não pode impedir a greve dos trabalhadores. “A adesão da categoria, que até agora era de 70%, passará a 100% depois dessa decisão do governo”, garantiu.

Os servidores da Polícia Civil já fizeram cartazes em inglês e espanhol para que os turistas que estiverem em Belo Horizonte durante a Copa das Confederações possam entender as reivindicações da categoria. “Nós vamos mostrar para os turistas que estão em Minas Gerais que tipo de tratamento o governo do Estado dá para a segurança pública.”

Os parlamentares presentes na reunião também criticaram a liminar da Justiça. Segundo o deputado Sávio Souza Cruz  (PMDB), o governo está tentando equiparar as manifestações populares a atos de terrorismo. Além disso, o parlamentar não é favorável ao valor da multa imposta às entidades que descumprirem a decisão. “R$ 500 mil equivale ao salário diário de 11 mil professores” comparou.
 
A previsão é de que as manifestações de professores e policiais civis sejam unificadas. Além disso, as categorias ganharam apoio também do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde/MG) e Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas

Gerais (Sindifisco-MG), que devem reforçar os protestos na capital mineira.

No calendário do Sind-UTE, o próximo protesto está marcado para acontecer na segunda-feira (17), a partir das 13 horas, com concentração em frente à Igreja de São Francisco, na Pampulha. Outras manifestações estão previstas também para os dias 18, 22, 26 e 27 de junho.
Segundo Beatriz Cerqueira, os servidores não precisam se preocupar porque as sanções previstas na decisão judicial são válidas apenas para os sindicatos. A medida prevê que, em caso de descumprimento da determinação, as entidades estarão sujeitar à multa diária de R$ 500 mil.
“Censura prévia”

As manifestações sindicais contaram com o apoio dos deputados estaduais Rogério Correia (PT), Sávio Souza Cruz (PMDB), Ulysses Gomes (PT) e da deputada federal Margarida Salomão (PT), que estiveram presente durante a coletiva de imprensa que aconteceu na tarde desta sexta-feira (14).

A determinação da Justiça quanto à multa diária de R$ 500 mil para quem descumprir a liminar que proíbe as manifestações em território estadual foi tratada como uma “censura prévia”.

Margarida afirmou ser um absurdo a criminalização da livre expressão e o direito de reivindicação das organizações sindicais. Segundo a deputada, a medida é um atraso. “A multa preventiva é uma censura. É um retrocesso inadmissível para nós que lutamos pelo livre direito à manifestação”.

Já o deputado Rogério Correia lembrou da época da anistia, enquanto Sávio Souza Cruz advertiu que “naquela época podia”, falando das manifestações. “O cerco era menor”, completou o deputado do PMDB. E Correia concordou afirmando ser “tempos mais amenos”.

 
 


Com informações do site do SINDPOL

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