Governador, o senhor não pensa, com essa receptividade aqui, em voltar atrás na decisão de desistir da Presidência?
Sempre ouço manifestações de muito carinho e até de alguma expectativa em relação à Presidência da República.
O meu avô, o presidente Tancredo dizia que Presidência é muito mais do que projeto; é destino.
Eu apresentei ao partido uma alternativa, o partido tem outras alternativas também viáveis. Cabe a mim, agora, me dedicar a Minas Gerais.
O que sou, e o que eventualmente, eu possa vir a ser um dia, é em razão de Minas; do apreço, do carinho, da confiança e do respeito que tenho por parte dos mineiros. Então, vou me dedicar muito a Minas Gerais como fiz ao longo do meu governo, mas agora também nesse período. Futuramente, se tiver a sorte de, eventualmente, me eleger para o Senado da República…
O que eu quero é continuar esse trabalho. Demonstrando que, ao contrário do que a gente vê quase sempre no Brasil inteiro, política feita com seriedade, com companheiros corretos, com foco, com gente qualificada, pode sim apresentar resultados positivos para as pessoas.
Acho que Minas, que é o berço da política brasileira, nos grandes momentos de transformação pelos quais esse país passou nas lutas pela liberdade, no início do processo de desenvolvimento com Juscelino, depois na retomada da democracia com Tancredo, Minas sempre deu sinalizações muito solidas ao país, da boa prática política.
E, como é bom poder terminar o mandato podendo ver que é um governo onde não existe denúncia de corrupção, onde não há a pecha da incompetência, da dispersão de esforços.
Minas é reconhecido no Brasil e fora do Brasil, por exemplo, por organismos como o Banco Mundial, como o melhor modelo de gestão, hoje, praticado por um estado federado em qualquer parte do mundo. Então, quero que esse orgulho, que nós da administração pública temos, seja o orgulho de todos os mineiros e para isso é muito importante que continuemos juntos
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