DIVINÓPOLIS: áaaaaaaa….gua! – E Buraco da Paraná, por Jairo Gomes

Publicado por: suporte


Outra informação apontou a CEMIG como co-responsável por realizar reparos na rede elétrica numa área que abrange a sede de distribuição da Copasa. Tudo isso seria compreensivo e aceitável se a dinâmica operacional não colocasse a população numa situação inaceitável de ficar sem água por tanto tempo e parte dos usuários sem os dois serviços.
 
A Copasa previamente comunicou a população via radio e internet, mas também deveria utilizar a mídia televisada, com antecedência que permitisse a população se preparar para a falta d’água. Muitas pessoas foram pegas de surpresa, principalmente aquelas não ouviram radio, não acessaram ou sequer possuem internet.
 
No momento de reparos longos, a Copasa deveria disponibilizar a água às centenas de residências, o desrespeito com o consumidor é de tal grandeza, que a concessionária desrespeitou a determinação do Legislativo, de não deixar faltar água a população em situações como esta.
 
Está na hora desta Copasa pensar num Plano B, mas antes disso, o que vai acontecer com a concessionária? Nada
 
 

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Buraco da Paraná

 
 O Japão passou por um terremoto seguido de tsunami, eventos que destruíram quase que por completo duas cidades nipônicas. O fenômeno provocou consideráveis perdas tanto de vidas humanas, como danos materiais e financeiros. No entanto, um ano depois, o país do sol nascente reconstruiu tudo o que a natureza destruiu e ainda devolveu o dinheiro da ajuda humanitária, ato que se configurou num belo exemplo de honestidade e seriedade com a causa pública, algo impensável no Brasil.
 
As autoridades brasileiras mesmo depois de vários exemplos trágicos, ainda não prepararam o Brasil e tampouco as cidades para uma situação de calamidade pública. Aqui quase tudo é negligenciado, pensado no depois de a casa arrombada e no pos tragédia. Não se pensa ou quando pensam é tarde para aplicar o conceito preventivo. Por duas vezes já ouvi do Corpo de Bombeiros via telefone, que esta conceituada corporação na opinião popular de todo o país, não atua na prevenção e sim quando a tragédia acontece.
 
Não é nenhuma novidade, mas as obras de junção da Rua Paraná contrariam a competência japonesa, o que deveria ser operação emergencial, de extrema prioridade, passou dos 500 dias, e só agora é paliativamente liberada à população. No caso catastrófico, nem em 100 anos viria a solução.
 
A Rua Paraná é uma das principais artérias viárias de Divinópolis e foi interrompida por uma grande cratera aberta depois da cheia 2012. 
 
Seguramente, esta foi razão da complicação do trânsito na área central e no bairro Esplanada, que a partir das 17,00 hr, se transforma num perigoso corredor viário de acesso rápido a região sul.
O Jornal Gazeta do Oeste numa das suas edições mais recentes, divulgou prazo de dez dias para a conclusão das obras que se deu antes do aniversário de Divinópolis. A aceleração para finalizar o buraco da Rua Paraná, pode ter sido motivada pelas festividades do Primeiro de Junho e da aproximação do rodeio, época em que é bastante intenso o transito de veículos centro/região sul. Seria uma vergonha a visão de um buraco no centésimo primeiro aniversário de Divinópolis.
 
O problema é o affter day, o depois de fim das festas, quando a qualidade da obra for colocada à prova, não o concreto debaixo da terra, mas a compactação e manta asfaltica.
        Todos esperam que depois de tudo pronto, não venham o desperdício do dinheiro público com reparos oriundos da pressa tardia para terminar uma  obra e atender um interesse pontual, o rodeio.
 
O sistema viário da Paraná tinha de ter sido liberado e solucionado, em no máximo tres meses pos cheia 2012. Primeiro ter pensado em como religar a via urbana o mais rápido possível para liberá-la ao trânsito de veículos, depois dar início às obras de canalização do trecho de córrego rompido pelas águas. A medida evitaria os prejuízos financeiros causados ao comércio da Rua Paraná e os transtornos provocados no trânsito de Divinópolis, com o desligamento prolongado do centro com a região sul,  mas agora não adianta, quem sabe numa “próxima”. Batam na madeira!  

Jairo Gomes (Ambientalista)

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