O lamentável e triste episódio da irreparável perda de Júlio César, em que pese a dor e a saudade dos amigos e familiares, e a irresponsabilidade do mau serviço prestado pela Nascentes das Gerais na MG-050 e especificamente naquele local com a falta de sinalização do asfalto e a quase inexistente ondulação do redutor de velocidade, é preciso e necessário que disto tudo fique também uma lição que é exaustivamente repetida e que muitas vezes, como foi o caso, é esquecida: volante e bebida não combinam.
Júlio, segundo informações, tinha saído de um sitio onde junto com alguns amigos viu pela televisão um jogo de futebol. Ao término da partida saiu para voltar para casa. E, ao passar pelos já inexistentes (veja imagens) conjuntos de redutores de velocidade, que estão excessivamente baixos e mal sinalizados. Ele conseguiu passar por todos, em direção ao centro de Divinópolis. Contudo, no último redutor, perdeu o controle do veículo, foi para o lado esquerdo, na contramão, bateu violentamente em um barranco, à esquerda da pista, e quando o veículo, depois do impacto, já excessivamente danificado voltava para o lado direito da pista, na mão correta, também bateu violentamente em um ônibus. Que segundo informações, estava basicamente parado, vendo o acidente e esperando o que ia acontecer. Havia sim, uma velocidade não compatível com aquele local.
Júlio César ficou na ACID de 2003 a 2009 e foi em suas duas gestões, que ele através de doações de vários empresários da indústria, conseguiu iniciar a construção da sede própria da Associação Comercial que deverá ser inaugurada na próxima semana. Além da outra sede que já foi inaugurada há alguns anos no Distrito Industrial. Júlio era determinado e articulado com todas as correntes políticas da cidade. Com ele não havia nem situação nem oposição se dava igualmente com todos.
Todos ficaram abismados com a quantidade coroas de flores que foram enviadas, cerca de 60. Da Gerdau, CDL, Conselho da Mulher Empreendedora da ACID, FIEMG, Arthur Dinis da ACR Contabilidade, Exdil, Ascanio, Fabiano Tolentino, Cimcal, Natureza Reciclagem, Aluminios JR, Domingos Sávio, Divicred, HSJD, Prefeitura de Divinópolis, Jaime Martins, ABC, Useligas, Mat-Prima, Hospital Santa Mônica, Unimed, Sincomércio, ACID, Acasp, Demetrius Arantes, Mastercabo, Escola Belarmino Gomes, Paduano, TVINTEGRAÇÃO, TV ALTEROSA, Formatar, Audidados, Luzia Ferreira, Farmax, MX-72, Pontoo Duplo, ACID Jovem, Irmãos Teixeira, Nilsinho e Geraldinho e da sua própria família, entre outras.
Algumas pessoas, com exclusividade para o Divinews, se manifestaram quanto a irreparável perda de Júlio César.
AFONSO GONZAGA – Presidente da FIEMG
O presidente FIEMG Regional Centro-Oeste, Afonso Gonzaga, um dos principais articuladores que ajudou no passado a eleger Júlio César presidente da ACID. Não compareceu ao velório pois está em Belo Horizonte participando de uma Assembléia da Federação para aprovação de contas e apresentação de projetos de desenvolvimento da entidade patronal.
“Divinópolis perde uma liderança jovem e eu perco um amigo, uma pessoa que nunca mostrou dificuldades para ajudar outras pessoas – A morte de Júlio representa uma enorme perda para a cidade – É comum depois que uma pessoa morre ela passar a ser boa, mas no caso do Júlio, ele realmente era uma pessoa muito boa” afirmou Afonso Gonzaga.
Robervan Faria – Advogado
“Tenho uma gratidão muito grande com o Júlio, foi ele quem trouxe a Juliana, minha esposa para Divinópolis. Após um contato meu, o Júlio foi um facilitador para que a Juliana desse aulas de dança no SESI, foi depois que ela montou o escola de ballet Juliana Maia – Julio era extremamente caridoso e um exímio articulador, como poucas pessoas” afirmou Robervan em seu nome e de Juliana.
Nelson Pereira Lopes
Nelson era um dos maiores amigos de Julinho. E foi ele que levou Júlio César para a ACID para ser seu assessor o retirando do Varejão que na época era de propriedade de Júlio. “Não perdi um amigo, perdi na verdade um irmão – Depois da morte do meu pai foi a maior perda que tive na vida e é irreparável – Júlio é um cara que aparece a cada 100 anos” testemunhou Nelson.
Tentamos um contato com o atual presidente da ACID, Carlos Moacir Meira de Aguiar, para que ele desse seu depoimentos, contudo, não fomos atendidos.
![]() O adeus de centenas de amigos de Julinho (imagens de celular) |
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