Os governos militares sempre quiseram manter o bipartidarismo: Arena e MDB. Não se sabe se para garantir o poder, ou porque sabiam que bicho ia dar se abrissem o sistema. Não havia como fugir das duas opções e por isso todos tinham lado. Exceto José Sarney, o trânsfuga da direita que ao ver o barco afundar mudou de lado e passou a ser esquerdista desde menininho, motivo pelo qual João Figueiredo não lhe deu posse com a morte de Tancredo Neves.
O Brasil clamava então pela democracia pluripartidarista, feita para abrigar as mais diferentes vertentes ideológicas. Havia uma espécie de escracho para com a direitaça e foi por isso que os partidos socialistas nasceram aos borbotões. PT e PSDB são exemplos de agremiações a chegar com a aura de partidos de uma democracia nascitura.
Desde logo outro grande, o PMDB, partiu para o fisiologismo e sumiu das disputas majoritárias. Com o tempo, PT e PSDB passaram a polarizar, dando abrigo aos pequenos partidos de aluguel, ninho de pequenas víboras que passaram a infelicitar o país. Muito embora a situação seja confortável para os grandes, não se pode culpá-los por alimentar o fisiologismo, já que não restou-lhes outra alternativa, senão a de comprar a peso de ouro (cargos e sinecuras) os partidos menores. Esses, por sua vez, se entregam docemente aos braços de Morfeu. São verdadeiras prostitutas partidárias.
Divinópolis assistiu no último pleito a adesão de dezesseis partidos e de quebra três deputados ao esquema do PSDB. Ganharam pelo beiço de uma pulga. Mas o preço está sendo pago agora. Centenas de nomeações de caráter político infestam a administração pública, depois de um suposto choque de gestão que tentava consertar o que eles mesmos estragaram. É um motto perpétuo. E uma administração artificialmente bombada não tem possibilidade de ir a lugar algum.





