Eliana Calmon: Judiciário não deve temer a imprensa

Publicado por: suporte


Um trabalho de comunicação mais eficiente no Poder Judiciário servirá para torná-lo “um poder diferente, sem medo da imprensa, trabalhando com transparência e contribuindo para o estabelecimento da cidadania”, segundo defendeu nesta terça-feira (26) a vice-presidenta do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Eliana Calmon.

A ministra apresentou palestra para jornalistas de assessorias de comunicação social de tribunais de todo o país, reunidos em Brasília para o Encontro Nacional de Comunicação do Poder Judiciário, que termina hoje.

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A ministra disse que o trabalho de comunicação social no Judiciário “não deve se destinar a promover o Poder e os magistrados, mas contribuir para a garantia dos direitos humanos e das políticas públicas, além de proteger os cidadãos dos interesses políticos e econômicos”.

Eliana Calmon defendeu também o uso de redes sociais, como Twitter e Facebook, para a difusão e o compartilhamento das informações sobre o Judiciário, ressaltando que esses canais “dão ao público a oportunidade de emitir suas opiniões”.

Para o consultor de comunicação e marketing digital Nino Carvalho, que proferiu palestra no encontro, as redes sociais são uma oportunidade para as marcas públicas “saírem da frieza e mostrarem seu modo real”. Esses canais podem disseminar de forma mais rápida e mais leve a comunicação dos entes públicos, segundo destacou.

Carvalho citou pesquisa feita nos Estados Unidos segundo a qual 95% da comunicação sobre o cidadão americano provêm do setor privado e não do governo. “Daí a importância de o Judiciário brasileiro mudar, da sua parte, a mentalidade em torno da comunicação, para se aproximar mais do público”, avalia.

Para a jornalista Andrea Mesquita, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a presença do Judiciário no Facebook e no Twitter ajuda a melhorar o quadro de “carência de informações vivida pelo público, que também não as recebe de forma qualificada”. De acordo com ela, as redes sociais representam “um convívio mais atrativo com a comunicação”.

Sua colega no CNJ, Raiana Quintas, diz que a comunicação tem o desafio de levar informações a pessoas que têm dificuldade até para interpretar um texto.

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Comentários postados no site Brasil 247

 

Comentários

 

12 comentários em “Calmon: Judiciário não deve temer a imprensa”
  1. Marcos Canhede 26.02.2013 às 23:50
    Por que ela não disse isso no auge do affair Mensalão? Aliás, pelo que lembro deu uma declaração que foi mais de apoio aos ministros que votavam sob a influência e pressão da mídia. Será que está com problema de consciência?
  2. Observador 26.02.2013 às 23:11
    Não DEVERIA temer a imprensa, assim como não deveria também aceitar medalhas e diplomas de generais bajuladores e interesseiros. Afinal, é saudável para a frágil “democracia” brasileira que ministros, desembargadores e juízes federais sejam sistematicamente agraciados pelos militares interesseiros com as mesmas comendas que eram oferecidas aos criminosos do passado? Se analisarmos o resultado de julgamentos que envolvem interesses relevantes dos militares diante da justiça, principalmente em casos que envolvem o período do regime autoritário, onde crimes bárbaros foram cometidos com o uso do aparato do próprio estado, percebe-se que realmente os fardados tem muito a agradecer aos togados. A mazela brasileira da impunidade desses torturadores criminosos encontra guarida no judiciário que não tem coragem de contrariar os interesses dos generais corruptos. Diante dos fatos que têm sido revelados nos últimos meses, até então mantidos em segredo pelos generais, e uma vergonha, um constrangimento de âmbito nacional o fato de magistrados serem sistematicamente condecorados pelos militares com comendas que eram oferecidas a torturadores. Isso é um deboche, uma afronta, uma forma de mostrar que têm o domínio da situação e que não temem a “justiça”. Somente a intervenção internacional, isenta das contaminações nocivas impregnadas de forma irremediável nas instituições brasileiras pode ser capaz de produzir resultados realmente relevantes, que jamais serão alcançados por essas comissões da verdade que são criadas sem nenhum poder de buscar a devida punição de quem sequestrou, torturou e matou agindo com barbárie em nome de um Estado conduzido por generais. Que se faça uma requisição ao comando do exército de uma relação com os nomes dos membros do judiciário que já foram “condecorados” pelos militares para se ter noção da dimensão alcançada por essa conduta de bajulação interesseira em torno dos magistrados brasileiros. Veremos nomes de presidentes do STF, STJ, Tribunais Superiores, TRFs de todo o país etc,,,, Consulte o Boletim do Exército nº 13/2010, de 31 de março de 2010. Na página 11 do boletim do exercito no item I temos um agradinho dos generais ao procurador geral da república. E no item II do página 10 temos outro agradinho dos generais ao desembargador Herculano, que suspendeu a ação contra o Curió. Nas paginas 21 e 22 do Boletim do Exército Nr 013/2010 outra amostra do que os fardados fazem para se aproximar dos togados.
  3. Zbgniew Brzezinski 26.02.2013 às 22:32
    O Judiciário não deve mesmo temer a imprensa – senão acabará igual ao PT.
  4. MMS 26.02.2013 às 22:24
    Que ótimo seria se ela fosse mesmo ministra do STF.
  5. Godoy 26.02.2013 às 22:08
    Ministra do STF? Ou STJ? Esse judiciário só tem ainda alguma credibilidade por perssoas como Calmon e Lewandowski!
  6. Precisamos ter acesso ao Poderoso Judiciário, é quase Impossível!!! 26.02.2013 às 21:08
    Moro num condomínio em Cosmos, bairro pobre e violento do Rio de Janeiro. Por convenção o Administrador e síndico é contratado pela Caixa Econômica Federal. ——- Após enfrentar várias formas de violência advindas da Corrupção, recorremos à intervenção do Sr. Jorge Fontes Hereda, Presidente da Caixa, pois as pessoas estavam sendo compelidas a abandonar seus apartamentos devido à administração criminosa da empresa responsável. ——- Solicitei que a Caixa, pelo menos, vistoriasse o empreendimento. Fomos solenemente ignorados, até porque os diretores da Caixa também obtêm lucros e vantagens com nosso infortúnio. ——- Partimos para Defensoria Pública da União, de onde fomos expulsos sem poder abrir a boca, “Esclarecemos que não é necessário o seu retorno à Defensoria Pública da União”. Fui à Corregedoria do órgão e posteriormente ao Defensor Geral Haman Tabosa de Moraes e Córdova, visto que, o que pedíamos estava postado no sítio da própria DPU: ——- http://www.dpu.gov.br/camaras/arquivos/pdf/quinta_sessao_ordinaria/VotoPAReCDCcomrevisaodaLu.pdf ——- Infelizmente, senhores feudais que nos tratam como “Só + um Maluco” (MV BILL). ——- Fraudam documentos, forjam situações, manipulam a verdade, transformam vítimas em culpados, “não importa o testemunho de 50 pessoas, queremos documentos”. ——- Nosso único pedido É que a lei fosse cumprida, e que obtivéssemos a intervenção do Poder Público impedindo que poucos prevaleçam sobre muitos mediante corrupção e violência. ——- Mas deparei-me com criminosos à frente de Órgãos Públicos Federais. Ressalto, porém, que mais criminoso é quem permite que tais elementos permaneçam em seus postos, que no final das contas, somos nós mesmos. ——- Quero salientar que não se trata apenas de omissão por parte do Estado, mas, em muitas ocasiões, atos incisivos desses agentes causando lesão à população, de forma cruel, e na proteção de grupos que lhes trazem vantagens. ——- APENAS, BANDIDOS!———————————————Larry B. Catizano
  7. A VERDADE TEM QUE SER DITA…… 26.02.2013 às 20:56
    A imprensa, já se caga toda ou tá toda cagada…como o judiciário poderá temer alguém que já vem todo borrado!!!!!KKKKK
  8. João azevedo 26.02.2013 às 20:28
    Este judiciário de merda corruptor na sua raíz
  9. Nelson 26.02.2013 às 19:04
    è um verdadeiro toma lá dá cá. Um poder (imprensa e judiciário) não meche com o outro e um proteje o outro.
  10. conselheiro acácio 26.02.2013 às 19:03
    Como se viu no julgamento da AP 470, o Judiciário não teme a imprensa, tem é paúra e, não raro, se submete à opinião publicada.
  1. José Honório 26.02.2013 às 18:29
    As medidas tomadas por esta senhora à frente do CNJ me empolgou e achei que ela era uma demonstração de que há juizes neste país. Mas … quando ela bate palmas para ministros do STF rasgando a Constituição no julgamento da Ação Penal 470 por injunção midiática, tive um grande desapontamento. Pensei comigo, é mais uma procurando sair em capinha de revista ou nas páginas especiais desta. Em outras palavras, é apenas mais uma “juizita”, tipo daquela da marginal Pinheiros que sempre livra a cara de Veja.
  2. Antonio Lyra Filho 26.02.2013 às 18:05
    O que se ver é um judiciário com medo da imprensa e fazendo o que ela deseja.

26 de Fevereiro de 2013 às 18:01
Lourenço Melo
Repórter da Agência Brasil

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comentários

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