A reportagem diz que nos últimos dois anos, o conselho abriu mais de 100 processos para investigar magistrados e afastou 34. Em sua entrevista a Veja Eliana Calmon mostra o porquê de sua fama. Ela diz que o Judiciário está contaminado pela politicagem miúda, o que faz com que juízes produzam decisões sob medida para atender aos interesses dos políticos, que, por sua vez são os patrocinadores das indicações dos ministros.
Quando a reportagem perguntou a ministra, porque nos últimos anos pipocaram tantas denuncias, a corregedora disse que, “durante anos ninguém tomou conta dos juízes, pouco se fiscalizou. A corrupção começa em baixo. Não é incomum um desembargador corrupto usar o juiz de primeira instancia como escudo para suas ações. Ele telefona para o juiz e lhe pede uma liminar, um habeas corpus ou uma sentença. Os juízes que se sujeitam a isso são candidatos naturais a futuras promoções. Os que se negam a fazer esse tipo de coisa, os corretos, ficam onde estão”
Em outra pergunta, Veja reforça a questão da promoção funcional dos juízes – A senhora quer dizer que a ascensão funcional na magistratura depende dessa troca de favores?
A ministra então respondeu: “O ideal seria que as promoções acontecessem por mérito. Hoje é a política que define o preenchimento de vagas nos tribunais superiores, por exemplo. Os piores magistrados terminam sendo os mais louvados. O ignorante, o despreparado, não cria problema com ninguém porque sabe que num embate levará a pior. Esse chegara ao topo do Judiciário”, explicou Eliana Calmon.
Em outra pergunta, Veja reforça a questão da promoção funcional dos juízes – A senhora quer dizer que a ascensão funcional na magistratura depende dessa troca de favores?
A ministra então respondeu: “O ideal seria que as promoções acontecessem por mérito. Hoje é a política que define o preenchimento de vagas nos tribunais superiores, por exemplo. Os piores magistrados terminam sendo os mais louvados. O ignorante, o despreparado, não cria problema com ninguém porque sabe que num embate levará a pior. Esse chegara ao topo do Judiciário”, explicou Eliana Calmon
Uma questão séria levantada por veja é se esse problema atinge também os tribunais superiores, onde as nomeações são feitas pelo presidente da República. A ministra disse que é como o braço político se infiltra no Poder Judiciário e chega a relatar o fato de que recentemente para atender a um pedido político, o STF chegou a conclusão de que denúncias anônimas não pode ser considerada pelo tribunal.
Em outra pergunta, Veja reforça a questão da promoção funcional dos juízes – A senhora quer dizer que a ascensão funcional na magistratura depende dessa troca de favores?
A ministra então respondeu: “O ideal seria que as promoções acontecessem por mérito. Hoje é a política que define o preenchimento de vagas nos tribunais superiores, por exemplo. Os piores magistrados terminam sendo os mais louvados. O ignorante, o despreparado, não cria problema com ninguém porque sabe que num embate levará a pior. Esse chegara ao topo do Judiciário”, explicou Eliana Calmon
Uma questão séria levantada por veja é se esse problema atinge também os tribunais superiores, onde as nomeações são feitas pelo presidente da República. A ministra disse que é como o braço político se infiltra no Poder Judiciário e chega a relatar o fato de que recentemente para atender a um pedido político, o STF chegou a conclusão de que denúncias anônimas não pode ser considerada pelo tribunal.
Eliana Calmon continua sua entrevista afirmando que para ascender na carreira, o juiz precisa dos políticos. Nos tribunais superiores, o critério é única e exclusivamente político.
A própria ministra relata que certa vez, em resposta a uma pergunta, se ela tinha padrinhos políticos, ela respondeu: “Claro, se eu não tivesse não estaria aqui”. Eu sou fruto de um sistema.
Veja perguntou também se alguém depois de sua indicação, tentou cobrar a fatura. Ela disse que nunca, porque eles conheceu o seu jeito, afirma que não é a única rebelde no sistema, a diferença que é uma rebelde que fala.
O repórter abordou um tema espinhoso e tabu na justiça que é a atuação de advogados que também são filhos ou parentes de ministros, e pediu a opinião da ministra.
“Infelizmente, é uma realidade que inclusive já denunciei no STJ. Mas a gente sabe que continua e não tem regra para coibir. É um problema muito serio. Eles vendem a imagem dos ministros. Dizem que tem transito na corte e exibem isso aos seus clientes”
“Infelizmente, é uma realidade que inclusive já denunciei no STJ. Mas a gente sabe que continua e não tem regra para coibir. É um problema muito serio. Eles vendem a imagem dos ministros. Dizem que tem transito na corte e exibem isso aos seus clientes”
Disse ainda que não tem como resolver o problema “é falta de caráter. Esses filhos de ministros tinha de ter estofo moral para saber disso. Normalmente, eles nem sequer fazem uma sustentação oral no tribunal. De modo geral, eles não botam procuração nos autos que escrevem. Na hora do julgamento, aparecem para entregar memoriais que eles nem sequer escreveram. Quase sempre é só lobby.
Finalizando a matéria, o repórter Rodrigo Rangel, pergunta o que ela, como corregedora pretende fazer a respeito? “Nós, magistrados, temos tendência a ficar prepotentes e vaidosos. Isso faz com que o juiz se ache um super-homem decidindo a vida alheia. Nossa roupa tem renda, botão, cinturão, fivela, uma mangona, uma camisa por dentro com gola de ponta virada. Não pode. Essas togas, essas vestes talares, essa pratica de entrar em fila em diante, tudo isso faz com que a gente fique cada vez mais inflado. Precisamos ter cuidado para ter prática de humildade dentro do Judiciário. É preciso acabar com essa doença que é a “juizite”





