Anderson para um vereador ele já confessou que está achando enfadonho e as vezes pesadas determinadas reuniões, principalmente quando existem projetos polêmicos. E olha que ele ainda não colocou em pauta o aumento, ou seja lá, o reajuste dos vereadores. Neste dia é que ele vai sentir o peso e a responsabilidade que é ser presidente de uma Casa Legislativa, com um tema tão polemico.
Usando a máxima de que nem sempre um jogador pode resultar em um bom técnico, nem sempre um vereador será necessariamente um bom Presidente. Mas em política perfil não conta, e sim as arrumações de bastidores.
Em uma das reuniões o vereador Presidente disse: “Não temos o objetivo de acertar sempre, todos estão passiveis a erros corrigir o erro e aprender com ele”. Na posição que o senhor ocupa não é bem assim que funciona não. Existem milhares de cidadãos que anseiam por sua boa atuação. Não dá para proceder igual em uma escolinha do professor Raimundo. Tem que acertar, as conseqüências dos erros caem em cima do cidadão.
A exemplo do vice Presidente da Câmara, Edmar Rodrigues, que também é líder do governo na Casa Legislativa, quando ocupa a titularidade no lugar do Presidente começou, mas já parou, a confundir os papeis. O Presidente titular, Anderson Saleme, às vezes, também esquece que ele deveria ser um magistrado da Casa, acima dos interesses do seu apoio ao governo de Vladimir Azevedo e se confunde todo, tomando decisões tendenciosamente favoráveis ao governo. Por incrível que pareça o ex-Presidente, Pastor Paulo César (PRB), também governista de carteirinha e de carguinhos conseguia disfarçar mais suas tendências pró-governo.
Recentemente o vereador Edson Sousa, em um episódio da votação do Projeto dos trilhos, expressou literalmente sua contrariedade com este tipo de posicionamento com o Presidente Anderson Saleme.
Alguns vereadores estão incomodados com a falta de atenção do Presidente Anderson Saleme, como ele fica disperso do que está ocorrendo no plenário, dos pronunciamentos dos vereadores. Está se tornando meio comum, o orador chamar a atenção do presidente: “não é mesmo senhor presidente…”
Por sua vez alguns vereadores também estão ficando dispersos, chegam a pedir sobrestamento no Projeto errado. Na sessão ordinária desta terça-feira (03), o vereador Hilton de Aguiar distraidamente pediu sobrestamento no Projeto EM-010, quando na realidade ele queria pedir era no EM-009.
Isto sem contar os telefones celulares que não param, ou ligando ou recebendo. É claro que a comunicação dentro da estratégia política da relação de submissão do Legislativo ao Executivo, os vereadores da base são acionados ou acionam o Executivo toda hora. Falta planejamento prévio de votação. Seria interessante saber quando não existia telefone celular como era a comunicação?
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