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O prefeito Vladimir Azevedo (PSDB) poderá ter dificuldades para fechar a conta no final do seu governo esse ano. O alerta vermelho está aceso na Prefeitura desde 2010, quando o prefeito assinou a Deliberação 003/2010, na qual o Executivo determinou economia de guerra. Através da Deliberação, o prefeito suspendeu o pagamento de horas extras e novos investimentos. As medidas atingiram, inclusive, entidades como Apae e Instituto Helena Antipoff, que tiveram redução nos valores que eram repassados pela prefeitura. Na ocasião, Vladimir Azevedo determinou a revisão de todos os contratos e convênios em vigor, com meta de redução do custeio entre 10% e 50%.
Continua depois da publicidade Quase dois anos depois das medidas de contenção de despesas, a situação na Prefeitura piorou. Há relatos de corte do cafezinho, papel higiênico e outros itens básicos, que foram retirados de vários setores. A dívida fundada já ultrapassou a R$ 72 milhões. Ao deixar a Prefeitura, em dezembro de 2008, Demetrius Pereira (PT) deixou essa dívida em R$ 51 milhões, porém o caixa da Prefeitura ficou recheado, com mais de R$ 27 milhões. CENTRO ADMINISTRATIVO – Nos últimos 10 meses, o Prefeito Vladimir já pediu autorização à Câmara para contrair empréstimos de R$ 50 milhões. O último foi aprovado no início desse ano, quando seis vereadores governistas, presentes à Reunião Ordinária realizada no dia 25 de janeiro, durante o recesso parlamentar, aprovaram empréstimo de R$ 6,5 milhões junto ao Banco do Brasil. O dinheiro, segundo o governo, será utilizado para equipar a futura nova sede administrativa. Estranho é o fato de que a nova sede foi adquirida por R$ 3,5 milhões junto à Faced e está em terreno doado pela Prefeitura à Faculdade. No local, há apenas o esqueleto de um prédio iniciado pela escola e, de acordo com a lei, como não houve o cumprimento da meta de edificar a sede da Faculdade, o terreno deveria ser revertido ao município, o que não aconteceu. Segundo o vereador Edson Sousa (PSB), a Prefeitura pagou por algo que lhe pertencia. Ainda de acordo com o vereador, a estrutura do prédio está comprometida, não podendo haver obras de reforma, sob risco de um desabamento. Estranho também é o fato de que, com a sede administrativa estando ainda só no papel, o prefeito já colocou as mãos em R$ 6,5 milhões de empréstimo junto ao Banco do Brasil para a compra do mobiliário.
A situação acima descrita, está entre as muitas despesas sem justificativa do governo. Somente os gastos com publicidade ultrapassaram a R$ 9,1 milhões em três anos. Houve ainda o inchaço da máquina com o excesso de cargos de confiança (mais de 220), as viagens do prefeito ao exterior, que não trouxeram nenhum benefício prático, entre outras dezenas de situações que oneraram injustificadamente os cofres públicos. RESTOS A PAGAR – A Prefeitura frechou o ano de 2011 deixando muitas dívidas do ano anterior, prejudicando, inclusive, fornecedores que ficaram sem receber. O relatório resumido da execução orçamentária, publicado hoje (30/03) na página 8, da edição eletrônica do Diário Oficial dos Municípios, traz novas preocupações e mostra que nos três anos da atual administração, os restos a pagar vêm crescendo vertiginosamente, tendo sofrido um acréscimo em 2011 de 1.365% em relação a 2008, último ano do governo Demetrius Pereira.
Veja a evolução dos restos a pagar da Prefeitura, a partir de 2006
2006 – R$ 63.599,96 2007 – R$ 56.218,46 2008 – R$ 25.304,24 2009 – R$ 45.623,63 2010 – R$ 106.378,59 2011 – R$ 1.852.938,28
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Prefeito afunda Divinópolis na dívida fundada em mais de 1300%

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