Presidente do Legislativo subserviente ao Executivo quer calar e definir o que os vereadores no plenário devem ou não fazer

Publicado por: suporte

Ontem na sessão ordinária por ocasião da votação do Projeto EM-018 e 019/2012, o vereador Hilton de Aguiar ao pedir sobrestamento de 30 dias foi interpelado pelo Presidente da necessidade real do pedido de sobrestamento do vereador. Inquirindo se realmente era necessário e o motivo.

O vereador Hilton respondeu dizendo achar necessário para que ele examinasse melhor o projeto que autoriza o Poder Executivo a abrir na Secretaria Municipal de Educação, o crédito especial de R$ 309 mil reais e na Secretaria de Desenvolvimento Social o valor de R$ 10 mil reais.

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O vereador Paduano, que no momento, com o afastamento do líder do Governo, Edmar Rodrigues, que esta em licença pois fez uma cirurgia, assumiu a liderança do Governo, afirmou que o pedido de sobrestamento solicitado pelo vereador Hilton atrapalhava e que iria trazer prejuízo para o município.

O vereador Edson Sousa saiu em defesa do pedido de sobrestamento do vereador Hilton, dizendo que o decano vereador Paduano ao fazer a afirmação de que o pedido de Hilton iria causar grandes prejuízo , foi um julgamento subjetivo. “Tirar o direito de um vereador pedir sobrestamento é muito negativo – Hilton está pedindo até 60 dias, ele pode entregar antes”.

Roberto Bento, também se revoltou contra a situação afirmando: “estão tirando muitas prerrogativas dos vereadores. Votarei favorável ao pedido de sobrestamento do Hilton.

Beto Machado exercendo o seu papel de peessedebista, do alto de sua oratória ao estilo parlamentar de assopra e bate, bate e assopra, elogia, entretanto critica, critica entretanto elogia. Afirmou que concorda que os vereadores tenham suas prerrogativas, entretanto, contudo, senão, todavia, o vereador Hilton de Aguiar, na visão de Beto não teria apresentado motivos convincentes para que justificasse o seu pedido de sobrestamento.

O outro peessedebista de carteirinha, não poderia ser diferente, Rodyson do Zé Milton disse que teria ficado preocupado com a justificativa que o vereador Hilton de Aguiar deu para o pedido de sobrestamento e que isto poderia parara a educação no município, já que a secretaria precisa dos recursos financeiros.

A vereadora Heloisa Cerri (PV): “se o Executivo tinha tanta urgência porque não mandou o Projeto para ser votado antes – É subjetivo a questão do tempo para cada vereador, o Hilton precisa deste tempo”

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O vereador Edson volta a falar e critica a postura de Beto Machado dizendo que ele agrediu violentamente o vice-lider do PMDB, Hilton de Aguiar por ele ter ido para os extremos (Beto pediu pedido de vistas de 7 dias em contraponto ao que o vereador Hilton havia pedido)

Beto notando que foi descortez regimentalmente, dentro do acordo parlamentar que os vereadores têm entre si, resolve tirar o seu prazo de 7 dias e devolve a responsabilidade para o vereador Hilton, solicitando que ele (Hilton) tivesse bom senso e revisse o prazo diminuindo.

Hilton, em um tom conciliador, disse que iria rever o projeto e fazer o possível para estudá-lo o mais rápido possível e liberar.
Eis, que apaziguado os ânimos, quem surge defendendo o governo com unhas e dentes, o decano vereador criticado pelo Jornal Hoje em Dia, Antônio Paduano e joga fogo na foqueira novamente, dizendo que iria retificar o pedido pedindo prazo até a próxima reunião, desestabilizou o ambiente e desmereceu o vereador Hilton de Aguiar.

O vereador Adair Otaviano se inflamou contra o vereador Paduano, dizendo que ele (Paduano) voltou com prazo menor provocando a discórdia depois que os ânimos estavam serenados.

Paduano retrucou dizendo que não tem este negócio de decano da Casa, “tenho o direito eu estou aqui representando o Executivo”
Geraldinho tentou entrar no embate parlamentar pedindo que os ânimos fossem serenados e que não houvesse embate.

Paduano, a despeito dos pedidos dos outros vereadores, manteve o pedido de analise do Projeto somente até a próxima reunião.
Edson tentou pedir a palavra novamente, mas o Presidente Anderson, seguindo orientações do governo, não deu e rapidamente colocou em votação. Antes aprontou uma confusão de comando que foi necessário votar duas vezes.

Aqueles que fossem favoráveis ao prazo que o vereador Paduano pediu, ou seja, até a próxima reunião permanecessem sentados e os que fossem contrários se levantassem. Os sentados votaram com o governo e os que se levantaram contra.

Discordaram votando contra o governo, os vereadores Edson Sousa (PSB), Hilton de Aguiar (PMDB), Roberto Bento (PT do B), Heloisa Cerri (PV) e Adair Otaviano (PMDB). Com as ausências dos governistas, Edmar Rodrigues (PSD) e Milton Donizete(PRTB), a votação terminaria empatada pois votaram com o governo, o vereador Pastor Paulo César (PRB), Geraldinho da Saúde (PR), Antônio Paduano (DEM), Rodyson do Zé Milton (PSDB) e Beto Machado (PSDB). O vereador e Presidente da Casa, Anderson Saleme deu o voto de minerva governista. E, o governo ganhou. Com isto o prazo ficou para a próxima reunião.

Foi um bom combate no parlamento entre os vereadores. O ponto negativo foi o comportamento tendenciosamente governista do Presidente da Casa Legislativa, Anderson Saleme (PR) que conduziu a votação não como um soberano magistrado do Poder Legislativo, mas com uma posição de subserviencia ao Executivo. Tá certo foi o prefeito que o fez Presidente, lealdade acima de tudo.

Votação no plenário

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