Segundo o tucano, um dos objetivos dos parlamentes é proteger os interesses do pequeno produtor. “Vamos defender o produtor, a indústria nacional e o interesse do país. É claro que aí está o consumidor. Queremos leite e derivados de qualidade produzido em abundância para termos um abastecimento pleno do mercado brasileiro”, afirmou.
Sávio criticou a falta de uma política nacional de proteção ao produtor de leite contra a entrada de laticínios de países vizinhos. “Você quebra o produtor e dá lucro para meia dúzia de atravessadores que ganham com essa importação desordenada”, comentou. O grupo solicitou à Embrapa um projeto identificando os custos de produção em cada estado.
Para o presidente da Comissão de Agricultura, deputado Raimundo Gomes de Matos (CE), o governo não pode prejudicar o setor leiteiro nacional, que paga altas taxas de juros. “Não se concebe o país permitir que o Uruguai e a Argentina mandem leite para o nosso país enquanto continua essa sobrecarga taxando o pequeno e o médio produtor”, argumentou.
A produção brasileira em 2010, de acordo com os dados do IBGE, foi de 30,7 bilhões de litros, o que representou crescimento de 55% em relação ao ano de 2000. Nesse cenário, as cooperativas exercem papel fundamental. Dados do censo realizado pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) em 2003 mostram que naquela época esses grupos respondiam por 42% da captação de leite do país. Estima-se que hoje o volume esteja próximo dos 45%.
Quanto à subcomissão sobre o endividamento do setor agropecuário, Gomes de Matos ressalta que o primeiro passo é fazer uma análise e rever a questão dos juros. De acordo com ele, a arbitrariedade por parte de instituições financeiras não pode prevalecer. Nos próximos dias, será instalada subcomissão permanente para acompanhar o processo de fusão entre Perdigão e Sadia, JBS e Bertim, Marfrig e Seara, e Citrosuco e Citrovita.
(Reportagem: Artur Filho/ PSDB na Câmara. Fotos de Rogério Rodrigues
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