CASO CPI DO VEREADOR EDSON SOUSA: Tempo quente entre presidente da CPI e advogado de vereador – Mais quente entre comissão e denunciante retirado da sala

Publicado por: suporte

 
A oitiva da CPI que investiga as denúncias feita por José Venâncio teve prosseguimento nesta quarta-feira (17), com os depoimentos de Regis, Fausto Barros e Edson Sousa. Diante do evento “Divina História” que estava ocorrendo no plenário, a reunião foi transferida para ser realizada no plenarinho, lugar inadequado, já que é aberta ao público.

Inicialmente, cerca de 40 minutos foram perdidos para achar a gravação feita por Ricardo Salgado e Roger com o irmão de Edson Sousa. Até que conseguiram encontrar e os trabalhos da CPI pode finalmente começar com o primeiro depoente.

Regis

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Regis, disse que passou na oficina do irmão do vereador na hora que estava sendo gravado, passou, segundo ele porque na época era seu caminho natural e que não ficou mais que dois minutos, contradizendo totalmente o depoimento de Valdeci (irmão do vereador) que afirmou categoricamente que foi Regis o “mentor” da gravação. Mas, “batendo” com o que disse Ricardo Salgado, que ele apenas passou por lá.

A vereadora Heloisa Cerri perguntou para Regis se o emprego de sua esposa, que trabalha na Câmara, teria sido por favorecimento. Regis, fechou a cara e disse que não iria responder perguntas pessoais.

Neste ponto houve um desentendimento entre o presidente da CPI, vereador Adair Otaviano (PMDB) e o advogado José Carlos de Sousa. Adair chamou atenção do advogado para que ele não interferisse nos trabalhos: “esta comissão vem trabalhando com grande lisura, e se houver necessidade de acareação e a comissão quem vai tomar a decisão”, afirmou o vereador.

O ponto da discórdia foi que o advogado, falou para a vereadora Heloisa Cerri (PV) que seria necessário uma acareação entre Regis e Ricardo, o presidente ouviu e não gostou da intervenção do advogado.

O Advogado, José Carlos retrucou o presidente e disse: “O senhor está sendo muito deselegante, o senhor está querendo puxar para um lado – O senhor esta fazendo uma defesa que não existe – Está parecendo que não está tendo esta lisura que o senhor esta dizendo”

A vereadora Heloisa Cerri (PV) saiu em defesa do advogado dizendo que o presidente, Adair Otaviano estava sendo indelicado com o procurador e também com ela. “Faz-me acreditar que existe uma proteção do senhor para o Regis”.

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Respondendo uma pergunta de Adair, Regis disse que até a denúncia, sua relação com o vereador Edson era normal. E disse que não era político e sim politiqueiro.

O vereador, continuando perguntou para Regis se a gravação tinha sido arquitetada por ele, Regis respondeu: “a gente fala do que está cheio o coração”

O senhor estava lá? Perguntou Adair. Ele respondeu: “passei por lá” e na seqüência, também respondendo, disse que não sabia que estava sendo gravada a conversa com o irmão do vereador.

Quando indagado sobre a frase do “coração”, ele (Regis) respondeu que o irmão do vereador estava com muita raiva.
Regis disse também que ficou lá por apenas uns dois minutos e foi embora. E, que não sabia que estava tendo aquela reunião. Passou lá por acaso.

Ao término do depoimento de Regis, para tentar por fim a celeuma e o ambiente tenso que tomou conta do local, o vereador Adair Otaviano, chamou o procurador da Câmara Roberto Franklin para que ele atuasse como mediador da situação estabelecida. Colocado os devidos pingos nos “i´s”, a oitiva tomou seu rumo normal.

Fausto Barros

Muito seguro em seu depoimento o empresário e presidente do PMDB e ex-assessor do ex-prefeito Galileu Machado, Fausto Barros, confirmou que Ricardo Salgado esteve em seu escritório lhe mostrando a gravação, ele ouviu e devolveu o CD para Ricardo, e alertou o vereador Edson Sousa sobre a existência da gravação.

Negou que tenha copiado a gravação em seu computador e que tivesse posteriormente mostrado para alguém. Afirmou que era e é amigo do vereador Edson Sousa, conhece Ricardo Salgado e o Regis conhece apenas de vista.

O vereador Edmar Rodrigues perguntou se Fausto sabia quem entregou a gravação para o Venâncio. Fausto respondeu que segundo consta, só o Ricardo e ele tinha conhecimento da gravação, disse “tenho certeza que eu não fui”.

Heloisa perguntou ao Fausto porque Ricardo Salgado teria ido em sua empresa lhe mostrar a gravação. Fausto respondeu que não sabia, porque: “nós não tínhamos tanta intimidade para que ele mostrasse a fita para mim”.

Heloisa tornou a perguntar: “Ele falou para o senhor qual era sua intenção com a gravação?”, o depoente respondeu: “Não, ele não falou, mas boa coisa não era”.

Adair perguntou: “O senhor consegue lembrar o conteúdo da fita?” – Fausto respondeu: “parte eu me lembro – Na época procurei o Edson e alertei ele sobre a existência desta gravação”

Ao término do depoimento de Fausto Barros, o presidente da CPI, vereador Adair, de posse de um velho gravador, aqueles de fitas cassetes pequenas, tentou ouviu o áudio em que que Venâncio afirma que está gravada a oferta de emprego na Copasa que Roberto Clementino lhe fez, para que ele parasse de perturbar e deixasse com a questão do esgoto, ainda no governo Demetrius.

O áudio da fita é ininteligível, todos os presentes na sala não conseguiram decifrar uma palavra sequer. Somente com aparelhagem especial, que foi sugerida pela vereadora Heloisa Cerri.

Alguns tem dúvidas que tenha qualquer conteúdo na gravação, chegaram a comentar que está sendo “uma brincadeira de mal gosto” de Venâncio.

Edson Sousa

Finalmente veio o depoimento do vereador Edson Sousa. Edson explicou que a perseguição de seus irmãos foi em conseqüência de um fato ocorrido em 2006 quando ele era Presidente da Casa, e um sobrinho dele foi preso por duas vezes. E, os seus irmãos achavam que ele tinha que interferir, burlando a lei. Ele não concordou e eles passaram a odiá-lo.

A seguir falou que a raiva de Ricardo Salgado também é em conseqüência de um revide por ele não ter atendido um pedido de um cargo para uma pessoa na Câmara, a partir daí Ricardo passou a persegui-lo, inclusive com ameaças de morte.

Depois Edson falou sobre o seu acusador Venâncio: “E vem o Venâncio com pouca formação moral e intelectual dizendo que eu ofereci um emprego para ele na Copasa. O único na história de Divinópolis que teve um cargo de destaque no Estado, foi o ex-deputado Geraldo da Costa, mais ninguém – O senhor Venâncio não tem competência moral e nem intelectual para trabalhar na Copasa”.

Foi perguntado para o vereador porque ele não tomou nenhum providencia quando Fausto Barros lhe avisou sobre a denúncia. Edson respondeu que não lida com bandido e que iria esperar as coisas acontecerem.

Esclareceu que o sobrinho que teve problema com a justiça não era filho de Valdeci e sim de uma irmã, e constrangido citou o nome “Lurdinha”. Neste momento o vereador chorou.

Edson pediu que a Comissão solicitasse uma acareação com Fausto Barros, Valdeci, Regis e Ricardo Salgado. “parece que a fica caiu do céu aparecendo na casa de Venâncio e agora ele é especialista em vulto, porque disse que pelo vulto não era gente do Jaime não”

O vereador defendeu a idoneidade do seu ex-assessor Roberto Clementino, dizendo que ele pode ter todos os defeitos do mundo, mas de caráter ele não tem.

Por solicitação da vereador Heloisa Cerri, Edson solicitou ao seu advogado que solicitasse também uma acareação entre Roberto Clementino e Venâncio.

Encerrando seu depoimento, Edson quer que a Comissão da CPI, chame o prefeito Vladimir Azevedo, o deputado Domingos Sávio, o Carlinhos da Trancid, o Secretário Adjunto Wallon Delano, o Secretário de Meio Ambiente, Pedro Coelho e Lúcio Espíndola, além do vereador Rodyson do Zé Milton.

Finalizou: “Se a mesa diretora negar vamos entrar com mandado de segurança”

Em andamento…

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